Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FGV 2025
MedicinaPediatria e Neonatologia
- Código
- fg112486
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Área de Atuação - Alergia e Imunologia Pediátrica
Um recém-nascido com 38 semanas de gestação, filho de mãe com pré-natal irregular, é avaliado nas primeiras 12 horas de vida. A mãe foi diagnosticada com sífilis no terceiro trimestre, apresentando VDRL materno positivo (1:32) e teste treponêmico reagente, sem evidência de tratamento adequado registrado.O recém-nascido encontra-se assintomático, com exame físico sem alterações evidentes. Seus exames laboratoriais revelaram: VDRL: 1:64, FTA-Abs IgG: positivo, FTA-Abs IgM: positivo, hemograma: anemia normocítica (Hb 11,0 g/dL), leucocitose leve (15.200/mm³), RX de ossos longos: alterações metafisárias bilaterais compatíveis com periostite, Líquor: celularidade normal e VDRL não reagente.Com base nos critérios laboratoriais e clínicos, é correto afirmar que
- Aa infecção congênita só pode ser confirmada com PCR para T. pallidum ou cultura do agente.
- Ba ausência de alterações no líquor e de sintomas clínicos permite descartar o diagnóstico de sífilis congênita.
- Ca positividade do FTA-Abs IgG e a ausência de manifestações clínicas excluem o diagnóstico de sífilis congênita.
- Da positividade do FTA-Abs IgM e VDRL do RN em título quatro vezes maior que o materno sugere infecção ativa, sendo diagnóstico de sífilis congênita provável.
- Eo VDRL reagente do RN apenas reflete passagem transplacentária de anticorpos maternos e não indica infecção congênita.