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Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — FGV 2025

MedicinaAlergia e Imunologia
Código
fg112489
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Área de Atuação - Alergia e Imunologia Pediátrica
Segundo o Consenso Brasileiro de Rinite e Conjuntivite Alérgica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), 2020, o tratamento prolongado da conjuntivite alérgica moderada não complicada, em pacientes com sintomas atópicos discretos, deve incluir, além de medidas gerais como o afastamento dos possíveis alérgenos e a lavagem regular dos olhos com lágrimas artificiais, o uso de
  1. Acolírios a base de anti-histamínicos com ação estabilizadora de mastócitos (dupla ação).
  2. Bimunoterapia específica para antígenos de ácaros, fungos do ar e poeira domiciliar.
  3. Ccolírios a base de anti-histamínico estabilizantes de macrófagos e corticosteroide intranasal.
  4. Dimunoterapia específica para antígenos de ácaros, fungos do ar e poeira domiciliar associada a colírios corticosteroide tópico regular.
  5. Ecolírio a base de antibiótico ocular de amplo espectro associado a combinações de anti-histamínicos e corticosteroides oral por tempo curto.
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GabaritoA — colírios a base de anti-histamínicos com ação estabilizadora de mastócitos (dupla ação).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Conjuntivite alérgica: tratamento de manutenção

Gabarito: letra A. No tratamento prolongado da conjuntivite alérgica moderada não complicada, com sintomas atópicos discretos, o Consenso Brasileiro de Rinite e Conjuntivite Alérgica (ASBAI, 2020) preconiza, além das medidas gerais, o uso de colírios com anti-histamínico e ação estabilizadora de mastócitos (dupla ação) — como olopatadina, azelastina, epinastina, cetotifeno e alcaftadina. A imunoterapia e os corticosteroides ficam reservados para casos mais graves ou refratários, não para o cenário descrito no enunciado.

A conjuntivite alérgica é uma inflamação da conjuntiva mediada por IgE, desencadeada pela exposição a alérgenos como ácaros, fungos e poeira. O tratamento se baseia em uma escada terapêutica: começa com medidas não farmacológicas (afastamento do alérgeno, compressas frias, lágrimas artificiais) e evolui para colírios anti-histamínicos, estabilizadores de mastócitos e, nos casos mais graves, corticosteroides tópicos e imunoterapia. A escolha da alternativa correta depende de entender que, para um caso moderado não complicado com sintomas atópicos discretos, a primeira linha farmacológica é o colírio de dupla ação — ele combina o alívio rápido do prurido (anti-histamínico) com a prevenção da degranulação dos mastócitos (estabilização), sendo seguro e eficaz para uso prolongado.

A imunoterapia específica (alternativas B e D) é uma ferramenta importante, mas é indicada para pacientes com rinite alérgica moderada a grave, com sintomas persistentes e refratários à farmacoterapia, ou quando há necessidade de reduzir a medicação de manutenção. No caso descrito, com sintomas atópicos discretos, ela seria um passo além do necessário. Já os corticosteroides tópicos oculares (alternativa C) são reservados para quadros mais intensos ou refratários, e seu uso prolongado exige acompanhamento oftalmológico devido ao risco de catarata, glaucoma e infecções. A alternativa E mistura antibiótico e corticoide oral, o que não tem indicação na conjuntivite alérgica não complicada — antibiótico não trata alergia e corticoide oral é reservado para casos graves e por curto período.

A pegadinha central desta questão é a escalada terapêutica: o candidato pode ser tentado a escolher a imunoterapia (B ou D) por ser um tratamento "definitivo", mas o enunciado descreve um paciente com sintomas discretos, em que a primeira linha é o colírio de dupla ação. A banca explora exatamente essa confusão entre o tratamento de manutenção da conjuntivite alérgica leve/moderada e o tratamento da rinite alérgica mais grave, onde a imunoterapia tem papel mais central. Guarde a lógica: medidas gerais + colírio de dupla ação para casos leves/moderados; imunoterapia para casos persistentes/refratários ou com indicação de modificar a história natural da doença.

Conjuntivite alérgica — escada terapêutica
  • 1Medidas gerais
    • Afastar alérgenos
    • Lágrimas artificiais
    • Compressas frias
  • 2Caso leve/moderado (1ª linha)
    • Colírio anti-histamínico + estabilizador de mastócitos
      • dupla ação
  • 3Casos graves/refratários
    • Corticosteroide tópico ocular
    • Imunoterapia específica
  • 4Sem indicação
    • Antibiótico ocular
    • Corticoide oral
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a conduta preconizada pelo Consenso Brasileiro de Rinite e Conjuntivite Alérgica (ASBAI, 2020) para o tratamento prolongado da conjuntivite alérgica moderada não complicada. Os colírios com anti-histamínico e ação estabilizadora de mastócitos (olopatadina, azelastina, epinastina, cetotifeno, alcaftadina) são seguros e eficazes na redução do prurido e da hiperemia ocular, com início de ação em minutos e eficácia plena após cerca de 2 semanas de uso. Eles atuam em duas frentes: bloqueiam o receptor H1 da histamina (alívio rápido dos sintomas) e estabilizam a membrana dos mastócitos (prevenção da liberação de mediadores inflamatórios). Essa dupla ação os torna ideais para uso contínuo em pacientes com sintomas recorrentes, como é o caso do enunciado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A imunoterapia específica para ácaros, fungos e poeira domiciliar é uma opção terapêutica válida, mas não é a primeira linha para conjuntivite alérgica moderada não complicada com sintomas atópicos discretos. Ela é indicada para pacientes com rinite alérgica moderada a grave, persistente, refratária à farmacoterapia, ou quando se deseja modificar a história natural da doença. No cenário descrito, com sintomas discretos, a imunoterapia seria um tratamento excessivo e não é o que o consenso preconiza como tratamento prolongado inicial. A alternativa erra ao pular a etapa farmacológica tópica e ir direto para a imunoterapia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Esta alternativa contém dois erros: (1) menciona "anti-histamínico estabilizantes de macrófagos" — o correto é estabilizadores de mastócitos, não de macrófagos; (2) associa o colírio ao corticosteroide intranasal, que é tratamento para rinite alérgica, não para conjuntivite. O corticosteroide tópico ocular (colírio) é reservado para casos mais graves ou refratários, e seu uso prolongado requer acompanhamento oftalmológico. A alternativa mistura tratamentos de vias aéreas diferentes (ocular e nasal) e usa um termo biologicamente incorreto (macrófagos em vez de mastócitos), o que a torna claramente errada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Associa imunoterapia específica a colírios de corticosteroide tópico regular. A imunoterapia, como visto, não é a primeira linha para sintomas discretos, e o corticosteroide tópico ocular não deve ser usado de forma regular e prolongada sem supervisão, devido ao risco de catarata, glaucoma e infecções oculares oportunistas. O tratamento prolongado da conjuntivite alérgica moderada não complicada se baseia em colírios de dupla ação, não em corticoides. A alternativa combina duas intervenções que seriam indicadas em cenários diferentes e mais graves, não no caso descrito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Esta alternativa é a mais distante da conduta correta. Antibiótico ocular não tem indicação na conjuntivite alérgica, pois não há componente infeccioso — seu uso indevido pode selecionar bactérias resistentes e causar toxicidade ocular. A associação com anti-histamínicos e corticosteroides orais por tempo curto também não é indicada: corticoide oral é reservado para casos graves e refratários, e o uso de anti-histamínico oral pode ser considerado, mas não é o tratamento prolongado de primeira linha para conjuntivite alérgica moderada. A alternativa mistura classes medicamentosas sem fundamento na fisiopatologia da doença alérgica ocular.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a escalada terapêutica — o candidato pode achar que "tratamento prolongado" significa imunoterapia (B ou D), mas o enunciado diz "sintomas atópicos discretos", o que aponta para a primeira linha farmacológica: o colírio de dupla ação. Fique atento: imunoterapia é para casos persistentes/refratários; corticoide tópico é para casos mais graves; antibiótico não trata alergia. A palavra-chave é "moderada não complicada" + "sintomas discretos" — isso define o degrau da escada terapêutica.

Gabarito: letra A — colírios com anti-histamínico e ação estabilizadora de mastócitos (dupla ação).

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