Questão de Odontologia — Anatomia Aplicada à Odontologia — FGV 2025
Odontologia›Anatomia Aplicada à Odontologia
Código
fg112639
Banca
FGV
Órgão
EBSERH
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Área de Atuação - Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial
A estrutura embrionária que dá origem à porção inferior do lábio inferior e parte do queixo é o
Aprocesso frontonasal.
Bprocesso mandibular.
Cprocesso maxilar.
Dsaco faríngeo.
Earco hioide.
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GabaritoB — processo mandibular.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Embriologia da face: processos faciais e formação do lábio e queixo
Gabarito: letra B. A porção inferior do lábio inferior e parte do queixo são formadas pelo processo mandibular, que é o primeiro arco faríngeo (arco branquial). O processo frontonasal dá origem à testa, ao nariz e ao filtro do lábio superior; o processo maxilar forma a maior parte do lábio superior e da maxila; o saco faríngeo origina estruturas como as tonsilas e as glândulas paratireoides; e o arco hioide (segundo arco) forma o osso hioide e estruturas associadas.
A embriologia da face é um dos temas mais cobrados em anatomia aplicada à odontologia, pois explica a formação de estruturas que o cirurgião-dentista lida diariamente. Durante a quarta semana de desenvolvimento embrionário, cinco processos faciais (ou proeminências) se formam ao redor do estomodeu (futura boca): o processo frontonasal (ímpar e mediano) e os processos maxilares e mandibulares (pares). Esses processos são derivados dos arcos faríngeos, estruturas que também dão origem a músculos, nervos, vasos e ossos da face e do pescoço.
O processo mandibular, que é o primeiro arco faríngeo, cresce medialmente e se funde na linha média, formando o assoalho da boca, a mandíbula, a porção inferior do lábio inferior e o mento (queixo). Já o processo frontonasal contribui para a formação da testa, do nariz e do filtro do lábio superior (a depressão vertical entre o nariz e o lábio). O processo maxilar forma a maior parte do lábio superior, a maxila, o palato secundário e as bochechas. A fusão inadequada desses processos pode levar a fissuras labiais e palatinas, como a lábio leporino e a fenda palatina.
A distinção entre os processos faciais é essencial para entender a origem das estruturas orofaciais. O quadro abaixo resume as principais contribuições de cada processo:
Processo
Origem
Estruturas formadas
Frontonasal
Ímpar, mediano
Testa, nariz, filtro do lábio superior
Maxilar
Par, derivado do 1º arco
Lábio superior (maior parte), maxila, palato secundário, bochechas
Mandibular
Par, derivado do 1º arco
Lábio inferior (porção inferior), mandíbula, mento, assoalho da boca
Arco hioide
2º arco faríngeo
Osso hioide, estribo, músculos da face
Saco faríngeo
Evaginações do intestino faríngeo
Tonsilas, glândulas paratireoides, timo
A pegadinha da banca está em confundir o processo mandibular com o maxilar ou com o frontonasal. O candidato que não domina a embriologia pode associar o lábio inferior ao processo maxilar, por ser um processo "facial", mas a origem correta é o processo mandibular. Além disso, o termo "porção inferior do lábio inferior" é uma pista: o lábio inferior é formado em sua maior parte pelo processo mandibular, e a porção superior do lábio inferior também é derivada desse processo, mas a questão especifica "porção inferior" para reforçar a origem mandibular.
Guarde a fronteira entre os processos faciais: o frontonasal é mediano e forma o nariz e o filtro; o maxilar forma o lábio superior; o mandibular forma o lábio inferior e o queixo. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
O processo frontonasal é uma proeminência ímpar e mediana que dá origem à testa, ao nariz e ao filtro do lábio superior. Ele não contribui para a formação do lábio inferior nem do queixo. A confusão pode ocorrer porque o frontonasal participa da formação do lábio superior, mas a questão pede especificamente a porção inferior do lábio inferior e parte do queixo, que são derivados do processo mandibular.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O processo mandibular, derivado do primeiro arco faríngeo, é o responsável pela formação da porção inferior do lábio inferior e de parte do queixo (mento). Ele também origina a mandíbula e o assoalho da boca. A questão cobra exatamente essa origem embrionária, e a alternativa B está correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O processo maxilar é um processo par que forma a maior parte do lábio superior, a maxila, o palato secundário e as bochechas. Ele não participa da formação do lábio inferior nem do queixo. A banca pode tentar confundir o candidato, pois o processo maxilar é um processo facial, mas a origem do lábio inferior é mandibular.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Os sacos faríngeos são evaginações do intestino faríngeo que dão origem a estruturas como as tonsilas palatinas, as glândulas paratireoides e o timo. Eles não têm relação com a formação do lábio inferior ou do queixo. Essa alternativa é um distrator que testa o conhecimento de outras estruturas derivadas dos arcos faríngeos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O arco hioide é o segundo arco faríngeo e dá origem ao osso hioide, ao estribo (osso do ouvido médio) e aos músculos da face. Ele não contribui para a formação do lábio inferior ou do queixo. A confusão pode ocorrer porque o arco hioide é um arco faríngeo, mas a estrutura formada é diferente da do primeiro arco.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os processos faciais. O candidato pode associar o lábio inferior ao processo maxilar, por ser um processo "facial", mas a origem correta é o processo mandibular. Lembre-se: o frontonasal forma o nariz e o filtro; o maxilar forma o lábio superior; o mandibular forma o lábio inferior e o queixo. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar a origem embrionária das estruturas orofaciais, monte uma tabela com os processos faciais e suas contribuições. Questões de embriologia da face costumam cobrar a origem do lábio, do palato e das fissuras. Revise os arcos faríngeos e seus derivados, pois eles são a base para entender a formação da face e do pescoço.