O Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox, um membro da família poxviridae. O primeiro caso humano da doença foi descrito na África, na década de 70, onde a doença permanece endêmica em alguns países. Em 2022, o Mpox ganhou notoriedade no cenário mundial pelo estopim de uma epidemia global, com casos descritos em mais de 130 países. O Brasil foi o segundo país com mais óbitos causados pela doença globalmente.Quanto ao Mpox, é correto afirmar que
Ana epidemia global recente, a maior parte dos casos da doença foi descrito em crianças, principalmente lactentes, e mulheres até 50 anos.
Bpor pertencer à família poxviridae, o seu tratamento deve ser feito com aciclovir, por via oral em casos leves ou intravenosa em casos graves.
Cvaricela, herpes zoster e herpes genital são importantes diagnósticos diferenciais do Mpox, devendo ser a etiologia preferencialmente confirmada por métodos moleculares.
Da transmissão da doença, na epidemia recente, se deu principalmente por via respiratória (aerossol), sendo a minoria dos casos associados à transmissão por contato.
Ea circulação de Mpox fortalece a noção de que a varíola não foi erradicada, e reforça a necessidade da vigilância quanto à sua circulação principalmente no continente africano.
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GabaritoC — varicela, herpes zoster e herpes genital são importantes diagnósticos diferenciais do Mpox, devendo ser a etiologia preferencialmente confirmada por métodos moleculares.
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Mpox: diagnóstico diferencial e manejo
Gabarito: letra C. O Mpox (varíola dos macacos) é uma doença viral da família Poxviridae, e a alternativa correta afirma que varicela, herpes zoster e herpes genital são importantes diagnósticos diferenciais, devendo a etiologia ser preferencialmente confirmada por métodos moleculares — exatamente o que preconiza a vigilância epidemiológica e a prática clínica atual.
O Mpox é uma zoonose viral causada pelo vírus monkeypox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus da família Poxviridae. A doença foi descrita pela primeira vez em humanos na década de 1970, na África, onde permanece endêmica em países da África Central e Ocidental. Em 2022, o mundo testemunhou uma epidemia global, com mais de 130 países afetados, e o Brasil foi o segundo país com mais óbitos. O quadro clínico clássico inclui febre, linfadenopatia e uma erupção vesiculopustulosa que evolui para crostas, sendo a linfadenopatia um diferencial importante em relação à varicela.
A transmissão ocorre por contato próximo com lesões de pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados. Na epidemia de 2022, a transmissão se deu predominantemente por contato íntimo, especialmente em contextos de atividade sexual, e não por aerossóis. O diagnóstico é confirmado por métodos moleculares (PCR), que são a ferramenta de escolha para diferenciar o Mpox de outras doenças exantemáticas vesiculares, como varicela, herpes zoster e herpes genital. O tratamento é de suporte, e antivirais como o tecovirimat podem ser usados em casos graves, mas o aciclovir, utilizado para herpesvírus, não é eficaz contra o Mpox.
A varíola foi erradicada em 1980, e a circulação do Mpox não indica o retorno da varíola, mas sim a emergência de um vírus distinto, embora relacionado. A vigilância é importante, mas a afirmação de que a varíola não foi erradicada é incorreta. A alternativa C é a única que reflete corretamente o conhecimento científico atual sobre o Mpox, destacando os diagnósticos diferenciais e a confirmação molecular.
A pegadinha da questão está em explorar o conhecimento superficial do candidato sobre o Mpox, especialmente em relação à transmissão, tratamento e epidemiologia. A banca troca a transmissão por contato pela via respiratória, o tratamento com aciclovir pelo manejo correto, e a erradicação da varíola pela circulação do Mpox. A alternativa C, por sua vez, exige conhecimento específico sobre os diagnósticos diferenciais e a confirmação laboratorial, que é o ponto central da vigilância epidemiológica.
A epidemia global de 2022 afetou predominantemente adultos jovens, especialmente homens que fazem sexo com homens, e não crianças e mulheres até 50 anos. A afirmação inverte o perfil epidemiológico da doença, que na epidemia recente foi marcado pela transmissão em contextos de atividade sexual.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O aciclovir é um antiviral eficaz contra herpesvírus (varicela, herpes zoster, herpes genital), mas não contra o Mpox, que pertence à família Poxviridae. O tratamento do Mpox é de suporte, e antivirais específicos como o tecovirimat podem ser considerados em casos graves. A alternativa confunde o tratamento de doenças virais distintas.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Varicela, herpes zoster e herpes genital são, de fato, importantes diagnósticos diferenciais do Mpox, pois todas apresentam lesões vesiculares. A confirmação etiológica deve ser feita preferencialmente por métodos moleculares (PCR), que permitem distinguir com precisão o vírus monkeypox de outros vírus. Essa é a conduta recomendada pela vigilância epidemiológica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Na epidemia de 2022, a transmissão do Mpox se deu principalmente por contato próximo, incluindo contato sexual, e não por via respiratória (aerossol). A transmissão por gotículas respiratórias pode ocorrer, mas não é a principal via. A alternativa inverte o modo de transmissão predominante.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A varíola foi erradicada em 1980, e a circulação do Mpox não indica que a varíola não foi erradicada. O Mpox é causado por um vírus distinto, embora relacionado. A vigilância é importante, mas a afirmação de que a varíola não foi erradicada é incorreta.