A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório provocada pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão. Existem quatro tipos de vírus influenza/gripe: A, B, C e D.Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.Brasil, Ministério da Saúde)Assinale a opção que apresenta uma condição ou fator de risco para complicação da síndrome gripal para indicação de tratamento.
APessoa acima de 55 anos.
BPessoa abaixo de 12 anos.
CPuérperas até oito semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal).
DGrávidas (apenas no primeiro trimestre gestacional).
EPopulação indígena aldeada.
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GabaritoE — População indígena aldeada.
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Síndrome gripal: fatores de risco para complicação e indicação de tratamento
Gabarito: letra E. A população indígena aldeada é considerada grupo de risco para complicações da síndrome gripal, com indicação de tratamento antiviral, conforme os critérios do Ministério da Saúde. As demais alternativas apresentam erros de faixa etária, período gestacional ou puerperal, sendo a letra E a única que corresponde integralmente a um fator de risco reconhecido.
A síndrome gripal é uma infecção respiratória aguda causada pelo vírus influenza, que pode evoluir para formas graves, especialmente em grupos vulneráveis. O Ministério da Saúde define critérios específicos para indicação de tratamento antiviral (fosfato de oseltamivir), baseados na presença de fatores de risco para complicações. Esses fatores incluem: idade (crianças menores de 5 anos e adultos com 60 anos ou mais), gestantes em qualquer idade gestacional, puérperas (até duas semanas após o parto, incluindo aborto ou perda fetal), população indígena aldeada, indivíduos com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, hematológicas, neurológicas, diabetes, obesidade, imunossupressão) e condições como asplenia, doenças metabólicas e cromossômicas.
A lógica por trás desses critérios é epidemiológica: esses grupos apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença, como pneumonia, síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e óbito. A identificação precoce desses pacientes permite a instituição do tratamento antiviral, que é mais eficaz quando iniciado nas primeiras 48 horas de sintomas. A banca explora exatamente a memorização desses critérios, com distratores que alteram faixas etárias, períodos gestacionais e puerperais.
Na prática clínica, o médico deve avaliar o paciente com síndrome gripal e verificar a presença de fatores de risco. Por exemplo, uma gestante no segundo trimestre com febre e tosse tem indicação de tratamento, assim como um indígena aldeado com sintomas gripais. A distinção crucial é que a gestação em qualquer trimestre é fator de risco, e o puerpério é considerado até duas semanas (não oito semanas como na alternativa C).
A pegadinha central desta questão é a precisão dos critérios: a banca troca faixas etárias (55 anos em vez de 60), períodos gestacionais (apenas primeiro trimestre em vez de qualquer trimestre) e períodos puerperais (oito semanas em vez de duas). O candidato que memorizou os critérios de forma aproximada pode cair em uma das alternativas incorretas. A alternativa E, população indígena aldeada, é um fator de risco reconhecido e não apresenta nenhum erro de especificação.
Guarde a fronteira entre os critérios corretos e os distratores: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A questão cobra a literalidade dos fatores de risco do Ministério da Saúde, e a alternativa correta é a única que não apresenta erro de faixa etária, período ou condição.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que pessoa acima de 55 anos é fator de risco. O critério correto é 60 anos ou mais. A banca troca a faixa etária, fazendo o candidato que memorizou aproximadamente o critério errar. O Ministério da Saúde define como fator de risco adultos com 60 anos ou mais, não 55.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que pessoa abaixo de 12 anos é fator de risco. O critério correto é crianças menores de 5 anos (ou, em algumas definições, menores de 2 anos como grupo de maior risco). A banca amplia a faixa etária, incluindo crianças de 5 a 12 anos, que não são consideradas grupo de risco para complicação da síndrome gripal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que puérperas até oito semanas após o parto são fator de risco. O critério correto é até duas semanas após o parto (incluindo aborto ou perda fetal). A banca estende o período puerperal de duas para oito semanas, o que não corresponde à definição do Ministério da Saúde.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que grávidas apenas no primeiro trimestre gestacional são fator de risco. O critério correto é gestantes em qualquer idade gestacional. A banca restringe o período gestacional ao primeiro trimestre, quando na verdade a gestação inteira é considerada fator de risco para complicação da síndrome gripal.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que população indígena aldeada é fator de risco. Esta é uma condição reconhecida pelo Ministério da Saúde como fator de risco para complicação da síndrome gripal, com indicação de tratamento antiviral. A alternativa está correta e é a única que não apresenta erro de especificação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar os critérios de faixa etária e período para confundir. Aqui, ela alterou 60 para 55 anos, 5 para 12 anos, duas para oito semanas de puerpério e restringiu a gestação ao primeiro trimestre. Memorize os critérios exatos: 60 anos ou mais, menores de 5 anos, puérperas até 2 semanas, gestantes em qualquer trimestre. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para questões de fatores de risco, monte uma tabela mental com os grupos: extremos de idade (<5 e ≥60), gestantes (qualquer trimestre), puérperas (até 2 semanas), indígenas aldeados, doenças crônicas e imunossupressão. Compare sempre com o que a alternativa traz e desconfie de faixas etárias ou períodos alterados.