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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FGV 2025

MedicinaCirurgia Geral
Código
fg114216
Banca
FGV
Órgão
HUEM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Cirurgia Geral (Cir Ap Digestivo, Urologia, Cir do Trauma, Cir Oncológica, Cir Plástica, Cir Vascular, Coloproctologia, Mastologia)
Mulher de 32 anos, usuária de anticoncepcional oral há 10 anos, apresenta dor no hipocôndrio direito. Uma TC mostra lesão hepática de 6 cm, compatível com adenoma hepático.Diante desse caso, a conduta indicada é
  1. Aacompanhamento clínico, apenas.
  2. Bradioterapia abdominal.
  3. Csuspender anticoncepcional e observar indefinidamente.
  4. Dressecção hepática da lesão.
  5. Equimioterapia sistêmica.
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GabaritoD — ressecção hepática da lesão.

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Adenoma hepático: conduta cirúrgica

Gabarito: letra D. Em mulher jovem com adenoma hepático de 6 cm, a conduta indicada é a ressecção hepática da lesão, pois lesões maiores que 5 cm apresentam risco aumentado de sangramento e de transformação maligna — o que justifica o tratamento cirúrgico, conforme a literatura de cirurgia hepática. A alternativa correta espelha exatamente esse critério de tamanho.

O adenoma hepático é um tumor benigno do fígado, formado por hepatócitos, fortemente associado ao uso de anticoncepcionais orais em mulheres jovens. Embora seja uma lesão benigna, seu manejo não é trivial: o risco de hemorragia intralesional e o potencial de transformação maligna (em carcinoma hepatocelular) são as duas grandes preocupações que guiam a decisão terapêutica. Por isso, o tamanho da lesão é o principal divisor de águas na conduta.

A regra prática, amplamente aceita na cirurgia hepática, é que lesões maiores que 5 cm devem ser ressecadas cirurgicamente. Esse limiar decorre do aumento significativo do risco de sangramento espontâneo e da maior probabilidade de malignização em lesões maiores. Já lesões menores que 5 cm, em pacientes assintomáticas, podem ser manejadas de forma conservadora, com suspensão do anticoncepcional e acompanhamento por imagem para avaliar regressão.

No caso apresentado, a lesão tem 6 cm, ou seja, ultrapassa o limiar de 5 cm. Mesmo que a suspensão do anticoncepcional seja uma medida inicial razoável (e frequentemente recomendada), ela não é suficiente quando a lesão já é grande — o risco de complicações persiste e a conduta definitiva é a ressecção. Acompanhamento clínico isolado, radioterapia ou quimioterapia não têm papel no tratamento do adenoma hepático, pois se trata de lesão benigna, sem indicação de terapias oncológicas sistêmicas ou radiação.

A pegadinha da questão está em considerar que a simples suspensão do anticoncepcional resolveria o caso. Embora a suspensão seja um passo importante (e muitas vezes o primeiro), ela não é suficiente para lesões > 5 cm, que já apresentam risco cirúrgico iminente. O critério decisivo é o tamanho da lesão: ≤ 5 cm → conduta conservadora; > 5 cm → ressecção cirúrgica. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Acompanhamento clínico apenas seria indicado para lesões pequenas (≤ 5 cm) e assintomáticas, sem fatores de risco. No caso, a lesão de 6 cm já ultrapassa o limiar que indica tratamento cirúrgico, tornando o acompanhamento isolado uma conduta inadequada e arriscada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Radioterapia abdominal não é modalidade terapêutica para adenoma hepático. Trata-se de tumor benigno, e a radioterapia não tem indicação nesse contexto — seria um tratamento inapropriado, sem benefício e com riscos desnecessários.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Suspender o anticoncepcional e observar indefinidamente é uma conduta que pode ser considerada para lesões pequenas, mas não para uma lesão de 6 cm. A suspensão do anticoncepcional é uma medida adjuvante importante, porém insuficiente isoladamente quando a lesão já ultrapassa 5 cm, devido ao risco de sangramento e malignização.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A ressecção hepática da lesão é a conduta indicada para adenomas > 5 cm, como é o caso (6 cm). O tratamento cirúrgico elimina o risco de hemorragia intralesional e de transformação maligna, sendo a abordagem definitiva e curativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Quimioterapia sistêmica não é indicada para adenoma hepático, pois se trata de neoplasia benigna. Quimioterapia é reservada para doenças malignas, não tendo qualquer papel no manejo dessa lesão.

Gabarito: letra D — ressecção hepática da lesão, pois adenomas > 5 cm têm indicação cirúrgica pelo risco de sangramento e malignização.

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