Adenoma hepático: conduta cirúrgica
Gabarito: letra D. Em mulher jovem com adenoma hepático de 6 cm, a conduta indicada é a ressecção hepática da lesão, pois lesões maiores que 5 cm apresentam risco aumentado de sangramento e de transformação maligna — o que justifica o tratamento cirúrgico, conforme a literatura de cirurgia hepática. A alternativa correta espelha exatamente esse critério de tamanho.
O adenoma hepático é um tumor benigno do fígado, formado por hepatócitos, fortemente associado ao uso de anticoncepcionais orais em mulheres jovens. Embora seja uma lesão benigna, seu manejo não é trivial: o risco de hemorragia intralesional e o potencial de transformação maligna (em carcinoma hepatocelular) são as duas grandes preocupações que guiam a decisão terapêutica. Por isso, o tamanho da lesão é o principal divisor de águas na conduta.
A regra prática, amplamente aceita na cirurgia hepática, é que lesões maiores que 5 cm devem ser ressecadas cirurgicamente. Esse limiar decorre do aumento significativo do risco de sangramento espontâneo e da maior probabilidade de malignização em lesões maiores. Já lesões menores que 5 cm, em pacientes assintomáticas, podem ser manejadas de forma conservadora, com suspensão do anticoncepcional e acompanhamento por imagem para avaliar regressão.
No caso apresentado, a lesão tem 6 cm, ou seja, ultrapassa o limiar de 5 cm. Mesmo que a suspensão do anticoncepcional seja uma medida inicial razoável (e frequentemente recomendada), ela não é suficiente quando a lesão já é grande — o risco de complicações persiste e a conduta definitiva é a ressecção. Acompanhamento clínico isolado, radioterapia ou quimioterapia não têm papel no tratamento do adenoma hepático, pois se trata de lesão benigna, sem indicação de terapias oncológicas sistêmicas ou radiação.
A pegadinha da questão está em considerar que a simples suspensão do anticoncepcional resolveria o caso. Embora a suspensão seja um passo importante (e muitas vezes o primeiro), ela não é suficiente para lesões > 5 cm, que já apresentam risco cirúrgico iminente. O critério decisivo é o tamanho da lesão: ≤ 5 cm → conduta conservadora; > 5 cm → ressecção cirúrgica. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Acompanhamento clínico apenas seria indicado para lesões pequenas (≤ 5 cm) e assintomáticas, sem fatores de risco. No caso, a lesão de 6 cm já ultrapassa o limiar que indica tratamento cirúrgico, tornando o acompanhamento isolado uma conduta inadequada e arriscada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Radioterapia abdominal não é modalidade terapêutica para adenoma hepático. Trata-se de tumor benigno, e a radioterapia não tem indicação nesse contexto — seria um tratamento inapropriado, sem benefício e com riscos desnecessários.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Suspender o anticoncepcional e observar indefinidamente é uma conduta que pode ser considerada para lesões pequenas, mas não para uma lesão de 6 cm. A suspensão do anticoncepcional é uma medida adjuvante importante, porém insuficiente isoladamente quando a lesão já ultrapassa 5 cm, devido ao risco de sangramento e malignização.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A ressecção hepática da lesão é a conduta indicada para adenomas > 5 cm, como é o caso (6 cm). O tratamento cirúrgico elimina o risco de hemorragia intralesional e de transformação maligna, sendo a abordagem definitiva e curativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Quimioterapia sistêmica não é indicada para adenoma hepático, pois se trata de neoplasia benigna. Quimioterapia é reservada para doenças malignas, não tendo qualquer papel no manejo dessa lesão.
Gabarito: letra D — ressecção hepática da lesão, pois adenomas > 5 cm têm indicação cirúrgica pelo risco de sangramento e malignização.