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Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — FGV 2025

MedicinaClínica Médica Humana
Código
fg114275
Banca
FGV
Órgão
HUEM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Clinica Médica (Cardiologia, Endocrinologia e Metabologia, Hematologia e Hemoterapia, Nefrologia, Oncologia Clínica, Reumatologia, Medicina Paliativa)
Mulher de 63 anos comparece à consulta de cardiologia para avaliação de palpitações intermitentes. Relata episódios recorrentes de palpitações irregulares nos últimos dois anos, com duração variável entre 30 minutos e 4 horas, ocorrendo mensalmente.Durante alguns episódios, realizou eletrocardiograma que documentou fibrilação atrial. Possui smartwatch que registrou múltiplos episódios de frequência cardíaca irregular acima de 120 bpm, durando entre 45 minutos e 5 horas, totalizando aproximadamente 6% do tempo monitorado no último mês.Antecedentes: hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana 50 mg/dia, obesidade grau I (IMC 32 kg/m²). Nega diabetes, dislipidemia, insuficiência cardíaca, tabagismo, doença vascular ou eventos tromboembólicos prévios. Não apresenta sangramentos prévios nem contraindicações à anticoagulação.Exame físico: frequência cardíaca 76 bpm, ritmo regular; pressão arterial 128/82 mmHg. Exames complementares: eletrocardiograma atual em ritmo sinusal; ecocardiograma transtorácico com átrio esquerdo 32 mL/m² (VR até 34), fração de ejeção 62%, sem valvopatias significativas. Calculados os escores: CHA₂DS₂-VASc = 1 ponto (hipertensão) e HAS-BLED = 1 ponto (hipertensão controlada).Considerando os achados clínicos e os escores de risco apresentados, a conduta mais apropriada em relação à anticoagulação oral é
  1. Ainiciar anticoagulação oral com anticoagulante direto em dose plena, pois qualquer pontuação ≥ 1 no CHA₂DS₂-VASc já indica benefício na prevenção de AVC.
  2. Biniciar ácido acetilsalicílico em baixa dose, como alternativa segura à anticoagulação oral, diante do risco tromboembólico intermediário.
  3. Ciniciar anticoagulação oral com warfarina ajustada para RNI alvo de 2,0 a 3,0, uma vez que a fibrilação atrial está documentada por ECG e há múltiplos episódios recorrentes.
  4. Dnão iniciar anticoagulação oral no momento, pois a paciente apresenta baixo risco tromboembólico (CHA₂DS₂-VASc = 1 ponto não relacionado ao sexo), devendo ser mantida vigilância clínica e reavaliação periódica.
  5. Eindicar oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo como alternativa à anticoagulação imediata, uma vez que a paciente já apresenta FA documentada.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — não iniciar anticoagulação oral no momento, pois a paciente apresenta baixo risco tromboembólico (CHA₂DS₂-VASc = 1 ponto não relacionado ao sexo), devendo ser mantida vigilância clínica e reavaliação periódica.

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