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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FGV 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
fg114311
Banca
FGV
Órgão
HUEM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pediatria (Med Ins Ped, Neonatologia, Neurologia Pediátrica, Psiquiatria na Inf e Adolescência)
Escolar de 8 anos é internado com dificuldade respiratória intensa, sendo feito diagnóstico de asma grave. Ele apresenta baixa aceitação oral e sinais de desidratação leve.A conduta adequada quanto à reposição de fluidos é
  1. Arealizar hidratação rápida com grande volume de solução hipotônica.
  2. Bindicar reposição hídrica cautelosa, evitando o risco de complicações.
  3. Csuspender toda oferta de líquidos até completar a estabilização respiratória.
  4. Dorientar a reposição hídrica no caso de estar ocorrendo insuficiência respiratória.
  5. Eavaliar o volume a ser usado na hidratação baseado na resposta aos medicamentos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — indicar reposição hídrica cautelosa, evitando o risco de complicações.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Asma grave em criança: manejo da hidratação

Gabarito: letra B. Em escolar com asma grave e desidratação leve, a reposição hídrica deve ser cautelosa, pois a hidratação agressiva pode precipitar ou agravar complicações respiratórias, como edema pulmonar e insuficiência respiratória. A conduta correta é indicar reposição hídrica cautelosa, evitando o risco de complicações, conforme os princípios de manejo da crise asmática grave em pediatria.

A asma grave é uma exacerbação que cursa com obstrução brônquica intensa, aumento do trabalho respiratório e risco de falência respiratória. Nesse contexto, a criança frequentemente apresenta baixa aceitação oral, o que pode levar à desidratação leve. No entanto, a reposição volêmica deve ser feita com cautela, pois o paciente asmático grave tem maior risco de desenvolver edema pulmonar e sobrecarga hídrica, especialmente se houver disfunção miocárdica associada à hipoxemia e ao esforço respiratório.

A avaliação do estado de hidratação é fundamental, mas a conduta não é simplesmente repor grandes volumes. Em crianças com desidratação leve, a via oral pode ser tentada, mas se houver dificuldade respiratória intensa, a via intravenosa é preferida, com volumes calculados de forma criteriosa. A hidratação deve ser monitorada de perto, com atenção a sinais de congestão pulmonar, como crepitações à ausculta e piora da oxigenação.

A alternativa B reflete exatamente essa conduta: reposição hídrica cautelosa, evitando o risco de complicações. As demais alternativas apresentam condutas inadequadas: hidratação rápida com grande volume de solução hipotônica (A) é perigosa, pois pode causar hiponatremia e sobrecarga; suspender toda oferta de líquidos (C) é incorreto, pois a desidratação deve ser corrigida; orientar a reposição apenas se houver insuficiência respiratória (D) é tardio e inadequado; e avaliar o volume com base na resposta aos medicamentos (E) não é o critério principal, que é o estado clínico e a gravidade da desidratação.

A pegadinha da questão está em associar a desidratação leve a uma conduta agressiva de hidratação, quando na verdade a presença de asma grave impõe cautela. O candidato deve lembrar que, em qualquer paciente com comprometimento respiratório, a reposição volêmica deve ser criteriosa, evitando sobrecarga.

1Risco
Sobrecarga hídrica
Edema pulmonar
Piora da troca gasosa
2Conduta correta
Reposição cautelosa
Monitorização respiratória
Via IV se desconforto intenso
3Condutas inadequadas
Grande volume de solução hipotônica
Suspender toda oferta de líquidos
Repor só se houver insuficiência respiratória
Basear volume na resposta a medicamentos
Hidratação na asma grave
LEVELsoulevel.com.br
Hidratação na asma grave: Risco (Sobrecarga hídrica, Edema pulmonar, Piora da troca gasosa); Conduta correta (Reposição cautelosa, Monitorização respiratória, Via IV se desconforto intenso); Condutas inadequadas (Grande volume de solução hipotônica, Suspender toda oferta de líquidos, Repor só se houver insuficiência respiratória, Basear volume na resposta a medicamentos)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Realizar hidratação rápida com grande volume de solução hipotônica é incorreto e perigoso. Em asma grave, a hidratação rápida com grande volume pode levar a sobrecarga de fluidos, edema pulmonar e piora da troca gasosa. Além disso, solução hipotônica não é a escolha para reposição volêmica em desidratação; utiliza-se preferencialmente solução isotônica (como soro fisiológico 0,9% ou Ringer com lactato). A conduta correta é cautelosa, com volumes calculados e monitorização.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Indicar reposição hídrica cautelosa, evitando o risco de complicações, é a conduta correta. Em criança com asma grave e desidratação leve, a reposição deve ser feita de forma criteriosa, com monitorização do estado respiratório e sinais de congestão. A cautela é essencial para evitar complicações como edema pulmonar e insuficiência respiratória, que podem ser precipitadas por hidratação excessiva.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Suspender toda oferta de líquidos até completar a estabilização respiratória é incorreto. A desidratação leve deve ser corrigida, mesmo durante a crise asmática. Suspender líquidos pode agravar a desidratação e piorar o estado geral. A conduta é manter hidratação, preferencialmente por via intravenosa, com volumes adequados e monitorização.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Orientar a reposição hídrica no caso de estar ocorrendo insuficiência respiratória é incorreto e tardio. A reposição hídrica deve ser iniciada precocemente, assim que identificada a desidratação, e não apenas quando já houver insuficiência respiratória. Além disso, em caso de insuficiência respiratória, a hidratação deve ser ainda mais cautelosa, com monitorização rigorosa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Avaliar o volume a ser usado na hidratação baseado na resposta aos medicamentos é incorreto. O volume de reposição deve ser baseado no grau de desidratação, no peso e na avaliação clínica, não na resposta aos medicamentos. A resposta aos broncodilatadores e corticoides é importante para o controle da asma, mas não determina o volume de hidratação.

Gabarito: letra B

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