Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FGV 2025
Medicina›Pediatria e Neonatologia
Código
fg114320
Banca
FGV
Órgão
HUEM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pediatria (Med Ins Ped, Neonatologia, Neurologia Pediátrica, Psiquiatria na Inf e Adolescência)
Recém-nascido a termo, 36 horas de vida, assintomático, realizou o teste da oximetria de pulso que mostrou SpO₂ de 92% no pé e 95% na mão direita, diferença de 3%.A conduta a ser adotada é
Asolicitar dosagem de gasometria arterial, para confirmar alteração de saturação de oxigênio
Breavaliar em consulta ambulatorial de rotina no primeiro mês de vida, junto ao pediatra geral.
Crepetir o teste da oximetria de pulso, após uma hora antes de definir a conduta apropriada.
Dconsiderar resultado normal e liberar alta hospitalar sem necessidade de repetir o procedimento.
Eencaminhar de imediato para avaliação cardiológica completa e realizar exame de ecocardiograma.
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GabaritoC — repetir o teste da oximetria de pulso, após uma hora antes de definir a conduta apropriada.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Teste do coraçãozinho: interpretação e conduta
Gabarito: letra C. No teste da oximetria de pulso (teste do coraçãozinho), a saturação deve ser ≥ 95% em ambos os locais (mão direita e pé) e a diferença entre eles deve ser < 3%. No caso, a SpO₂ foi 92% no pé e 95% na mão direita, com diferença de 3% — o teste é alterado, mas o recém-nascido está assintomático e com 36 horas de vida. A conduta correta é repetir o teste após 1 hora antes de definir a conduta apropriada, conforme o fluxograma de interpretação do teste do coraçãozinho.
O teste do coraçãozinho é uma triagem neonatal para cardiopatias congênitas críticas cianogênicas, dependentes do canal arterial. Ele é realizado por oximetria de pulso, medindo a saturação no membro superior direito (MSD) e em um dos membros inferiores. O resultado é considerado normal quando a saturação é ≥ 95% em ambos os locais e a diferença entre MSD e membro inferior é < 3%. Quando o teste é alterado (saturação < 95% ou diferença ≥ 3%), o fluxograma orienta repetir o teste após 1 hora. Se a alteração persistir, o recém-nascido deve ser encaminhado para avaliação cardiológica e ecocardiograma.
A lógica por trás dessa conduta é evitar tanto a alta hospitalar prematura de um RN com cardiopatia crítica quanto o encaminhamento desnecessário de um RN com resultado falso-positivo. A repetição após 1 hora permite confirmar se a alteração é persistente ou transitória, já que fatores como choro, agitação ou má perfusão periférica podem causar leituras falsamente baixas. O RN está assintomático, o que reduz a urgência, mas a alteração no teste não pode ser ignorada — daí a necessidade de repetir antes de decidir.
A banca explora a confusão entre o teste alterado e a conduta imediata. Muitos candidatos optam por encaminhar de imediato para avaliação cardiológica (letra E), mas o fluxograma do teste do coraçãozinho é claro: primeiro repete-se o teste após 1 hora; só se a alteração persistir é que se encaminha para avaliação cardiológica e ecocardiograma. Outros podem considerar o resultado normal (letra D), mas a saturação de 92% no pé está abaixo de 95% e a diferença de 3% é o limite — o teste é alterado.
Guarde o fluxograma: teste alterado → repetir após 1 hora → se persistir, encaminhar para cardiologia. É exatamente essa sequência que separa as alternativas.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Solicitar gasometria arterial não é a conduta inicial. A gasometria avalia gases sanguíneos e equilíbrio ácido-base, mas não é o exame de confirmação para cardiopatia congênita crítica. O fluxograma do teste do coraçãozinho não prevê gasometria como primeiro passo; a repetição da oximetria é a conduta padronizada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Reavaliar em consulta ambulatorial de rotina no primeiro mês de vida é inadequado, pois o teste alterado exige uma conduta imediata (repetição após 1 hora), não uma espera de semanas. A triagem neonatal visa diagnóstico precoce, e adiar a investigação pode atrasar o tratamento de uma cardiopatia crítica.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Repetir o teste da oximetria de pulso após uma hora é exatamente o que o fluxograma de interpretação do teste do coraçãozinho preconiza para um resultado alterado. O RN está assintomático, o que permite essa repetição antes de qualquer encaminhamento. Se a alteração persistir, aí sim deve-se encaminhar para avaliação cardiológica e ecocardiograma.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Considerar o resultado normal é um erro, pois a saturação de 92% no pé está abaixo do ponto de corte de 95% e a diferença de 3% atinge o limite máximo permitido. O teste é alterado e não pode ser liberado sem repetição.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Encaminhar de imediato para avaliação cardiológica e ecocardiograma é precipitado. O fluxograma orienta repetir o teste após 1 hora antes de definir a conduta. O encaminhamento imediato só é indicado se a alteração persistir na repetição ou se houver sinais clínicos de cardiopatia (que não estão presentes no caso).
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você pular direto para o ecocardiograma (letra E), mas o fluxograma do teste do coraçãozinho é claro: primeiro repete-se o teste após 1 hora. Só se a alteração persistir é que se encaminha para cardiologia. Não confunda o teste alterado com a conduta imediata — a repetição é o passo obrigatório.
PEGA ESSA DICA!
Memorize o fluxograma do teste do coraçãozinho: saturação ≥ 95% em MSD e MI e diferença < 3% = normal; se alterado, repita após 1 hora; se persistir, encaminhe para ecocardiograma. Essa sequência cai muito em provas de pediatria.