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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FGV 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
fg114328
Banca
FGV
Órgão
HUEM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pediatria (Med Ins Ped, Neonatologia, Neurologia Pediátrica, Psiquiatria na Inf e Adolescência)
Adolescente de 16 anos procura atendimento para receber informações sobre a eficácia dos diferentes métodos contraceptivos.Baseada nos esclarecimentos do hebiatra, ela então escolheu o método que implica em menor probabilidade de ocorrer gestação, ou seja, optou por
  1. Aanel vaginal.
  2. Bimplante subdérmico.
  3. Cadesivo transdérmico.
  4. Dcontraceptivo injetável.
  5. Epílula anticoncepcional.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — implante subdérmico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Eficácia contraceptiva: métodos de longa ação (LARC) versus métodos dependentes da usuária

Gabarito: letra B. O implante subdérmico de etonogestrel é o método contraceptivo reversível de maior eficácia entre as opções listadas, com taxa de falha de 0,05% no primeiro ano de uso, tanto em uso típico quanto perfeito — a menor probabilidade de gestação. Essa superioridade decorre do fato de ser um LARC (contraceptivo reversível de longa ação), que independe da adesão diária ou frequente da usuária, diferentemente do anel vaginal, adesivo transdérmico, injetável e pílula, que dependem de ação periódica da paciente.

A escolha do método contraceptivo ideal envolve equilibrar eficácia, adesão e preferências da paciente. A eficácia de um método é medida pela taxa de falha — o percentual de mulheres que engravidam no primeiro ano de uso. Essa taxa varia conforme o método seja usado de forma típica (como as pessoas realmente usam, com esquecimentos e erros) ou perfeita (uso correto e consistente). A diferença entre essas duas taxas é o que revela a dependência da usuária: métodos que exigem ação frequente (como tomar pílula diariamente ou trocar adesivo semanalmente) têm falha muito maior no uso típico, pois a adesão é imperfeita. Já os métodos que independem da usuária — os LARCs — mantêm eficácia praticamente idêntica no uso típico e perfeito, pois uma vez inseridos, agem continuamente por anos.

Os LARCs incluem o DIU de cobre, o DIU liberador de levonorgestrel e o implante subdérmico de etonogestrel. Entre eles, o implante é o mais eficaz, com taxa de falha de apenas 0,05% — a menor entre todos os métodos contraceptivos reversíveis. Essa característica o torna especialmente adequado para populações com baixa adesão, como adolescentes, justamente o perfil da paciente do enunciado. A tabela abaixo compara as taxas de falha dos métodos listados na questão:

Método

Falha no uso típico (%)

Falha no uso perfeito (%)

Dependência da usuária

Implante de etonogestrel

0,05

0,05

Nenhuma (LARC)

Injetável

6

0,2

Moderada (a cada 1–3 meses)

Pílula

9

0,3

Alta (diária)

Adesivo/anel

9

0,3

Alta (semanal/mensal)

A pegadinha da banca está em comparar métodos de naturezas diferentes: o implante é um LARC, enquanto anel, adesivo, injetável e pílula são métodos que dependem de ação periódica da usuária. Mesmo o injetável, que tem falha típica menor que a pílula (6% vs 9%), ainda depende de retorno para reaplicação, o que o torna inferior ao implante em eficácia real. A questão pede explicitamente a menor probabilidade de gestação, o que aponta diretamente para o método com menor taxa de falha — o implante subdérmico.

Guarde a distinção central: LARC (implante, DIU) = eficácia independente da usuária; métodos de uso periódico (pílula, adesivo, anel, injetável) = eficácia dependente da adesão. É exatamente essa fronteira que separa a alternativa correta das demais.

Eficácia contraceptiva
  • 1LARC (independe da usuária)
    • Implante subdérmico (0,05%)
    • DIU-LNG (0,2%)
    • DIU cobre (0,8%)
  • 2Uso periódico (depende da adesão)
    • Injetável (6%)
    • Pílula (9%)
    • Adesivo (9%)
    • Anel vaginal (9%)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O anel vaginal é um método hormonal combinado que libera etonogestrel e etinilestradiol diariamente, exigindo inserção por 3 semanas e pausa de 7 dias. Sua taxa de falha no uso típico é de 9%, igual à da pílula, pois depende da usuária lembrar de inserir e remover o anel nos prazos corretos. Embora não exija memorização diária, ainda é um método dependente de ação periódica, muito menos eficaz que o implante.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O implante subdérmico de etonogestrel é o método contraceptivo reversível mais eficaz disponível, com taxa de falha de 0,05% no primeiro ano de uso, tanto em uso típico quanto perfeito. Por ser um LARC, sua eficácia não depende da adesão da usuária — uma vez inserido, libera o hormônio continuamente por até 3 anos. Essa é a menor probabilidade de gestação entre todas as opções apresentadas, sendo a escolha ideal para a adolescente que busca máxima eficácia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O adesivo transdérmico libera norelgestromina e etinilestradiol diariamente, exigindo troca semanal por 3 semanas consecutivas, com pausa de 1 semana. Sua taxa de falha no uso típico é de 9%, igual à do anel e da pílula, pois depende da usuária lembrar de trocar o adesivo no dia correto. Além disso, sua eficácia pode ser reduzida em mulheres com IMC ≥ 30 kg/m². É um método dependente de ação frequente, muito inferior ao implante em eficácia real.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O contraceptivo injetável tem taxa de falha de 6% no uso típico — menor que a da pílula, adesivo e anel, mas ainda muito superior à do implante. Depende de reaplicação periódica (mensal ou trimestral), o que exige retorno da usuária ao serviço de saúde. Embora seja mais eficaz que os métodos de uso diário/semanal, não se compara à eficácia do implante subdérmico, que independe completamente da adesão.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A pílula anticoncepcional tem taxa de falha de 9% no uso típico, a mesma do adesivo e do anel, pois depende de ingestão diária no mesmo horário. Esquecimentos, diarreia, vômitos e interações medicamentosas podem comprometer sua eficácia. É o método mais dependente da usuária entre os listados, com probabilidade de gestação muito maior que a do implante subdérmico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre eficácia teórica e eficácia real. No uso perfeito, pílula, adesivo e anel têm falha de apenas 0,3% — quase tão baixa quanto a do implante. Mas a questão pede a menor probabilidade de ocorrer gestação na prática, ou seja, no uso típico. É aí que o implante se destaca: sua falha de 0,05% não muda, porque independe da usuária. O candidato que pensa apenas na eficácia teórica pode cair na tentação de escolher a pílula, mas a resposta correta é o LARC.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando a questão falar em "menor probabilidade de gestação" ou "maior eficácia", procure o LARC — implante subdérmico ou DIU. Eles são sempre superiores aos métodos de uso periódico. Memorize a ordem de eficácia: implante (0,05%) > DIU-LNG (0,2%) > DIU cobre (0,8%) > injetável (6%) > pílula/adesivo/anel (9%).

Gabarito: letra B — o implante subdérmico é o método com menor probabilidade de gestação entre as opções.

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