O rastreamento de osteoporose em mulheres pós-menopáusicas com densitometria óssea (DXA) é indicado a partir da seguinte situação/idade, segundo as diretrizes brasileiras (SBOT, 2023):
Aa partir de 40 anos, em todas as mulheres.
Bapenas em mulheres que tenham histórico de fratura prévia.
Csomente após a menopausa completa (> 70 anos).
Da partir dos 65 anos ou antes, se houver fatores de risco.
Eapenas se houver sintomas de dor óssea.
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GabaritoD — a partir dos 65 anos ou antes, se houver fatores de risco.
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Rastreamento de osteoporose em mulheres pós-menopáusicas
Gabarito: letra D. Segundo as diretrizes brasileiras (SBOT, 2023) e o Ministério da Saúde, a densitometria óssea (DXA) é indicada para mulheres com idade ≥ 65 anos ou, antes disso, na presença de fatores de risco para osteoporose — exatamente o que a alternativa D afirma. O rastreamento universal em mulheres de qualquer idade não é recomendado, e a decisão deve ser individualizada, considerando o risco de fratura.
A osteoporose é uma doença metabólica óssea caracterizada pela redução da densidade mineral óssea (DMO) e deterioração da microarquitetura do osso, levando ao aumento da fragilidade e do risco de fraturas. É uma condição extremamente prevalente em mulheres pós-menopáusicas, pois o estrogênio, que protege os ossos, cai drasticamente após a menopausa, acelerando a perda óssea, especialmente nos primeiros 5 a 7 anos. Aproximadamente uma em cada duas mulheres com mais de 50 anos sofrerá uma fratura osteoporótica, o que traz enorme morbidade e mortalidade.
O diagnóstico é feito pela densitometria óssea (DXA), que mede a DMO em g/cm² na coluna lombar, fêmur total, colo do fêmur ou terço médio do rádio. O resultado é expresso pelo T-escore, que compara a DMO da paciente com a de um adulto jovem saudável. Valores de T-escore até −1 são normais; entre −1 e −2,5 indicam osteopenia; e ≤ −2,5 definem osteoporose. A presença de fratura por fragilidade também fecha o diagnóstico, independentemente da DMO.
A grande questão do rastreamento é: quem deve fazer a DXA? As diretrizes brasileiras, alinhadas com a USPSTF e a ISCD, não recomendam rastreamento populacional universal, pois o exame tem baixa sensibilidade e custo elevado. Em vez disso, a indicação é baseada em idade e fatores de risco. A recomendação central é:
Mulheres com idade ≥ 65 anos: rastreamento indicado, independentemente de fatores de risco.
Mulheres pós-menopáusicas com menos de 65 anos: rastreamento indicado se houver fatores de risco para osteoporose, como baixo peso, histórico familiar de fratura de quadril, tabagismo, uso prolongado de corticosteroides, fratura prévia por fragilidade, entre outros.
Essa abordagem é corroborada pelo Ministério da Saúde, que afirma não haver justificativa para rastreamento populacional amplo e aleatório, mas indica a DXA para todas as mulheres com idade ≥ 65 anos ou na presença de fatores de risco. A ferramenta FRAX® (Fracture Risk Assessment Tool) é útil para estimar o risco de fratura em 10 anos e auxiliar na decisão de rastrear e tratar.
A banca explora exatamente a fronteira entre idade e fatores de risco: a alternativa correta combina os dois critérios, enquanto as incorretas ou fixam uma idade errada, ou restringem demais a indicação, ou a ampliam de forma inadequada. Guarde o par "65 anos ou fatores de risco" — é nele que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o rastreamento é indicado a partir de 40 anos em todas as mulheres. Isso está errado por dois motivos: primeiro, a idade de corte é 65 anos, não 40; segundo, não se indica rastreamento universal em qualquer idade, mas sim individualizado. Em mulheres com menos de 65 anos, a DXA só é indicada na presença de fatores de risco, não em todas. A banca troca a idade correta por uma muito menor, o que levaria a um excesso de exames desnecessários.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a DXA é indicada apenas em mulheres com histórico de fratura prévia. Isso é restritivo demais. A fratura prévia é um fator de risco importante e, por si só, indica a realização da densitometria, mas não é o único critério. Mulheres com 65 anos ou mais, mesmo sem fratura prévia, devem ser rastreadas. A alternativa ignora o critério etário e os demais fatores de risco, como baixo peso, tabagismo e uso de corticosteroides.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o rastreamento só é indicado após a menopausa completa, ou seja, após os 70 anos. Isso está errado por dois aspectos: primeiro, a idade de corte é 65 anos, não 70; segundo, a menopausa em si não é o gatilho para o rastreamento, mas sim a idade e os fatores de risco. Uma mulher de 60 anos com fatores de risco deve ser rastreada, mesmo estando na pós-menopausa. A alternativa atrasa demais a indicação, perdendo a janela de prevenção de fraturas.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que a DXA é indicada a partir dos 65 anos ou antes, se houver fatores de risco. Isso está perfeitamente alinhado com as diretrizes brasileiras (SBOT, 2023) e com o Ministério da Saúde. A recomendação é exatamente essa: rastrear todas as mulheres com idade ≥ 65 anos e, naquelas mais jovens, na pós-menopausa, rastrear se houver fatores de risco para osteoporose. A alternativa captura os dois critérios essenciais: a idade e a presença de fatores de risco.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a DXA só é indicada se houver sintomas de dor óssea. Isso é completamente equivocado. A osteoporose é uma doença silenciosa, que não causa dor até que ocorra uma fratura. A dor óssea não é um critério para rastreamento, e a ausência de sintomas não exclui a necessidade de avaliar a DMO em mulheres com idade ou fatores de risco. A alternativa inverte a lógica do rastreamento, que busca identificar a doença antes das complicações.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre idade e fatores de risco como critérios excludentes, quando na verdade são complementares. O candidato que decora apenas "65 anos" marca a alternativa C (70 anos) ou A (40 anos), e o que acha que só a fratura prévia importa marca a B. A chave é lembrar que o rastreamento é indicado a partir dos 65 anos OU antes, se houver fatores de risco — os dois critérios juntos, como na alternativa D. Com treino, você enxerga essa combinação de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de rastreamento, monte mentalmente a tabela de indicações: mulheres ≥ 65 anos → rastrear sempre; mulheres pós-menopáusicas < 65 anos → rastrear se houver fatores de risco (baixo peso, fratura prévia, tabagismo, corticoides, histórico familiar). Essa dicotomia "idade ou fatores de risco" é a espinha dorsal de quase todas as questões sobre o tema.