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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FGV 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
fg114376
Banca
FGV
Órgão
HUEM
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Prova Geral
Adolescente de 15 anos procura o pronto atendimento acompanhada da mãe, relatando que sofreu violência sexual há cerca de 12 horas. Refere penetração vaginal sem uso de preservativo. Ao exame, encontra-se emocionalmente abalada, sem sinais de trauma grave. Menstruações regulares, sendo a última menstruação há 20 dias. Não faz uso de anticoncepção hormonal.A conduta imediata mais adequada nesse caso é
  1. Aorientar acompanhamento psicológico e agendar retorno em ambulatório especializado.
  2. Bsolicitar exames sorológicos e aguardar resultados antes de qualquer intervenção medicamentosa.
  3. Coferecer profilaxia pós-exposição para ISTs (HIV, hepatite B, sífilis), anticoncepção de emergência e encaminhar para apoio psicológico.
  4. Drealizar curetagem uterina para prevenção de gestação indesejada.
  5. Eprescrever anticoncepcional oral combinado por 3 meses para prevenir gravidez decorrente do abuso.
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GabaritoC — oferecer profilaxia pós-exposição para ISTs (HIV, hepatite B, sífilis), anticoncepção de emergência e encaminhar para apoio psicológico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Atendimento à adolescente vítima de violência sexual: conduta imediata

Gabarito: letra C. Em caso de violência sexual recente (até 72 horas), a conduta imediata é oferecer profilaxia pós-exposição para ISTs (HIV, hepatite B, sífilis), anticoncepção de emergência e encaminhar para apoio psicológico — conduta que atende às diretrizes do Ministério da Saúde e da Febrasgo, que orientam a prevenção de gestação e de infecções, além do suporte emocional, sem aguardar resultados de exames para iniciar as medidas.

A violência sexual contra crianças e adolescentes é um grave problema de saúde pública, com repercussões físicas e psicológicas imediatas e tardias. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Constituição Federal asseguram proteção integral e prioridade absoluta a esse grupo, o que impõe ao profissional de saúde uma atuação imediata e abrangente. No primeiro atendimento, o médico deve acolher a vítima com escuta empática, tratar lesões, prevenir gestação, avaliar e tratar ISTs e encaminhar para acompanhamento especializado.

A anticoncepção de emergência é fundamental e deve ser oferecida independentemente do ciclo menstrual, o mais breve possível, mesmo que não haja como garantir a continuidade do tratamento. No caso descrito, a adolescente teve relação sexual desprotegida há cerca de 12 horas, está no 20º dia do ciclo (período fértil), o que aumenta o risco de gravidez, e não usa método anticoncepcional — portanto, a contracepção de emergência é imprescindível. Além disso, a profilaxia para HIV (com antirretrovirais), hepatite B (vacina e/ou imunoglobulina) e sífilis (antibiótico) deve ser iniciada o quanto antes, sem aguardar resultados de exames, pois a eficácia é maior quanto mais precoce o início.

O apoio psicológico também é parte essencial da conduta, pois a vítima pode apresentar reações agudas como choque, ansiedade e sintomas de estresse pós-traumático. O encaminhamento para ambulatório especializado e para acompanhamento psicológico/psiquiátrico deve ser feito, mas não substitui as medidas profiláticas imediatas. A alternativa C contempla todos esses elementos de forma integrada, sendo a mais adequada.

A banca explora a tentação de "aguardar exames" ou de "apenas encaminhar", mas a conduta correta é agir imediatamente com todas as medidas preventivas disponíveis. Guarde o tripé: profilaxia de ISTs + anticoncepção de emergência + apoio psicológico — é exatamente esse conjunto que a alternativa correta apresenta.

  1. 1Profilaxia ISTs (HIV, hepatite B, sífilis)
  2. 2Anticoncepção de emergência
  3. 3Apoio psicológico / encaminhamento
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Apenas orientar acompanhamento psicológico e agendar retorno é insuficiente e retarda medidas urgentes. A vítima tem risco real de gravidez (ciclo no 20º dia, relação desprotegida) e de contrair ISTs, o que exige profilaxia imediata. O apoio psicológico é necessário, mas deve vir junto com as medidas medicamentosas, não em substituição a elas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Solicitar exames sorológicos e aguardar resultados antes de qualquer intervenção é um erro grave. A profilaxia pós-exposição para HIV, por exemplo, tem eficácia máxima quando iniciada nas primeiras 72 horas — aguardar resultados pode inviabilizar a prevenção. Os exames são importantes para rastreio e acompanhamento, mas não devem atrasar o início das profilaxias e da anticoncepção de emergência.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa contempla as três medidas essenciais do atendimento imediato: profilaxia pós-exposição para ISTs (HIV, hepatite B, sífilis), anticoncepção de emergência (indicada independentemente do ciclo menstrual) e encaminhamento para apoio psicológico. É exatamente o que preconizam o Ministério da Saúde e a Febrasgo para vítimas de violência sexual recente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Curetagem uterina não é método de prevenção de gravidez e não está indicada nesse contexto. A curetagem é procedimento para interrupção de gestação (em situações legais) ou para tratamento de abortamento, não para prevenir gestação. A conduta correta para prevenção de gravidez é a anticoncepção de emergência (pílula do dia seguinte), que deve ser oferecida o quanto antes.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Anticoncepcional oral combinado por 3 meses não é anticoncepção de emergência e não previne gravidez decorrente da relação sexual ocorrida há 12 horas. A pílula anticoncepcional comum, quando iniciada após a relação, não tem efeito contraceptivo imediato. A indicação correta é a pílula de emergência (levonorgestrel ou acetato de ulipristal), em dose única, o mais breve possível.

Gabarito: letra C

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