Questão de Administração Pública — Gestão por resultados — FGV 2025
Administração Pública›Gestão por resultados
Código
fg116650
Banca
FGV
Órgão
PGM - RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Procuradoria - Especialidade Administrativa
Em uma organização pública, foi conduzido um ciclo completo de planejamento estratégico, com a definição de metas, indicadores e projetos. Após um ano de execução, observou-se que várias metas não foram atingidas, ainda que os projetos tenham sido implementados conforme o previsto. Diante desse cenário, a equipe responsável optou por revisar indicadores, reavaliar a alocação de recursos e reformular os objetivos de médio prazo, considerando as lições aprendidas durante o processo.À luz dos princípios da avaliação e do controle estratégico, essa iniciativa reflete:
Auma limitação estrutural da fase diagnóstica, que compromete a credibilidade do plano estratégico e inviabiliza o alcance de metas futuras.
Bo uso tático da avaliação de desempenho, que deve ocorrer ao final do ciclo estratégico, sem interferir na estabilidade dos objetivos organizacionais.
Ca inadequação dos indicadores inicialmente definidos, o que impede a adoção de ações corretivas até que um novo planejamento seja inteiramente formulado.
Duma fragilidade da governança estratégica, pois mudanças em objetivos e metas, após a execução dos projetos, demonstram falta de alinhamento organizacional.
Eo uso do controle como ferramenta de retroalimentação do planejamento, permitindo ajustes estratégicos fundamentados em evidências e no desempenho institucional.
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GabaritoE — o uso do controle como ferramenta de retroalimentação do planejamento, permitindo ajustes estratégicos fundamentados em evidências e no desempenho institucional.
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Controle estratégico e retroalimentação (feedback)
Gabarito: letra E. A iniciativa descrita (revisão de indicadores, realocação de recursos e reformulação de objetivos com base em lições aprendidas) é a aplicação do controle como ferramenta de retroalimentação do planejamento, permitindo ajustes fundamentados em evidências e desempenho. Esse é o princípio central da avaliação formativa e do ciclo planejar-executar-avaliar-ajustar na gestão pública gerencial.
O enunciado apresenta uma situação em que, após um ano de execução, metas não foram atingidas apesar da implementação correta dos projetos. A equipe, em vez de abandonar o plano ou considerá-lo falho, opta por revisar indicadores, realocar recursos e reformular objetivos de médio prazo. Isso reflete o uso do monitoramento contínuo e da avaliação como mecanismos de aprendizado e correção de rumo – exatamente o que se espera de um sistema de controle estratégico maduro.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre controle e avaliação estratégica, lembre-se do ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act). O “Check” (monitoramento e avaliação) alimenta o “Act” (ações corretivas). A alternativa correta sempre reconhecerá o valor do feedback para o aperfeiçoamento do planejamento.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato fazendo-o enxergar a revisão de objetivos como sinal de fracasso ou desalinhamento (alternativa D). Na gestão por resultados, a capacidade de adaptar-se com base em evidências é uma virtude, não um defeito. O erro é interpretar o ajuste como fragilidade, quando na verdade é característica de um controle inteligente e dinâmico.
1Planejar (Plan)
2Executar (Do)
3Monitorar/Avaliar (Check)
4Ajustar (Act)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o ocorrido é uma limitação estrutural da fase diagnóstica, comprometendo a credibilidade do plano e inviabilizando metas futuras. Na verdade, a equipe não abandonou o plano; ao contrário, agiu para corrigi-lo. A avaliação não diagnosticou uma falha insuperável, mas gerou aprendizado que permitiu ajustes. O diagnóstico inicial pode ter sido adequado; o desvio foi identificado e tratado. A alternativa nega a possibilidade de retroalimentação, essencial no controle estratégico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a avaliação de desempenho deve ocorrer ao final do ciclo, sem interferir na estabilidade dos objetivos. Isso descreve uma avaliação meramente somativa, focada em resultados finais. O caso, porém, exige uma avaliação formativa (de processo), que ocorre durante a execução e permite correções imediatas. O controle estratégico moderno prevê ajustes contínuos, não a rigidez dos objetivos. A banca tenta confundir com a ideia de que avaliação é apenas para o fim do período.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sustenta que a inadequação dos indicadores impede ações corretivas até que um novo planejamento seja inteiramente formulado. O enunciado mostra exatamente o oposto: a equipe revisou os indicadores e reformulou objetivos, demonstrando que ações corretivas podem e devem ser adotadas mesmo antes de um planejamento completo. A avaliação contínua permite ajustes parciais e incrementais, sem necessidade de recomeçar do zero.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Considera a iniciativa uma fragilidade da governança estratégica, pois mudanças após a execução demonstrariam falta de alinhamento. Esse raciocínio está equivocado. A capacidade de adaptar-se com base em evidências é um sinal de maturidade e boa governança, não de fragilidade. O alinhamento organizacional se fortalece quando a gestão incorpora feedback e ajusta rumos para atingir os resultados esperados.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reflete exatamente o conceito de controle como retroalimentação do planejamento. A equipe usou os resultados do monitoramento (metas não atingidas) para revisar indicadores (medidas), realocar recursos (meios) e reformular objetivos (fins) – tudo com base nas lições aprendidas. Isso é o cerne do controle estratégico: um processo cíclico e dinâmico que alimenta o planejamento com informações sobre o desempenho, permitindo melhorias contínuas. A alternativa está alinhada aos princípios da gestão por resultados e da avaliação formativa.