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Questão de História — Período Colonial: produção de riqueza e escravismo — FGV 2025

HistóriaPeríodo Colonial: produção de riqueza e escravismo
Código
fg118269
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Canaã dos Carajás - PA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de História
Leia os trechos a seguir.I. “O Brasil é um país sem povo.” A famosa frase feita na década de 1880, já foi tomada como ponto de partida para a elaboração de um paradigma interpretativo da história do Brasil. Logo ligouse à visão do escravo como um ser coisificado, incapaz de pensamentos e ações próprios: a escravidão teria aniquilado as pessoas e sua cultura, restando a fragmentação e o vazio produzidos por uma dominação.Adaptado de: CHALHOUB, Sidney; Fernando Teixeira da Silva. “Sujeitos noImaginário do Acadêmico: Escravos e trabalhadores na historiografia brasileiradesde os anos 1980”. Cad. AEL, v.14, n.26, 2009, pp. 15-16.II. Talvez a característica mais marcante dos trabalhos acadêmicos sobre a escravidão nas últimas décadas tenha sido a forma pela qual romperam com a associação entre subordinação e paralisia ou passividade. Os estudiosos vêm encontrando numerosas maneiras de examinar as iniciativas dos escravos sem desconsiderar a opressão, de explorar a criação de sistemas alternativos de crenças e valores no contexto da tentativa de dominação ideológica, de aprender a reconhecer a comunidade escrava mesmo constatando o esforço contínuo de repressão a algumas de suas características essenciais.Adaptado de: SCOTT, R. “Exploring the meaning of freedom: post-emancipationsocieties in comparative perspective”. Hispanic American Historic Review, v. 68, n. 3,p. 407-428, ago. 1988.Assinale a opção que descreve corretamente a interpretação dos dois trechos.
  1. AO texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que os escravizados viviam sob repressão, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que eles tinham o direito de viver conforme seus próprios desejos.
  2. BO texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que a violência impedia os escravizados de agir, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que, mesmo sofrendo violência, eles eram indivíduos ativos.
  3. CO texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que deveriam dar protagonismo aos escravizados como sujeitos históricos, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que eles eram coisas.
  4. DO texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que a violência da escravidão uniu os escravizados, que criaram a cultura brasileira, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que eles eram sujeitos passivos.
  5. EO texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que os escravizados não tinham pensamentos, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que a violência não foi tão severa e que poderiam pensar se quisessem.
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GabaritoB — O texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que a violência impedia os escravizados de agir, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que, mesmo sofrendo violência, eles eram indivíduos ativos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação historiográfica da escravidão

Gabarito: letra B. O texto I descreve uma visão historiográfica antiga que associava a escravidão à anulação total da capacidade de ação dos escravizados (coisificação); o texto II apresenta a renovação historiográfica que, sem ignorar a violência, reconhece a agência dos escravizados. A alternativa B capta corretamente essa oposição.

Visão

Texto I (tradicional)

Texto II (renovada)

Escravizados

Coisificados, incapazes de ação própria

Indivíduos ativos, com agência

Violência

Aniquilava pensamento e cultura

Existia, mas não impedia a ação

Resultado

Fragmentação e vazio

Iniciativas e resistência

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto II não afirma que os escravizados tinham "direito de viver conforme seus próprios desejos". A renovação historiográfica destacada no texto II enfatiza a capacidade de ação (agência) apesar da opressão, não a ausência de repressão.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O texto I cita a visão de que a escravidão teria aniquilado as pessoas, tornando-as incapazes de pensamentos e ações próprios — ou seja, a violência impedia a ação. O texto II afirma que estudos recentes romperam com essa associação e mostram as iniciativas dos escravos sem desconsiderar a opressão, ou seja, mesmo sob violência eram indivíduos ativos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Inverte a posição dos textos: o texto I critica a visão que negava protagonismo aos escravizados, e o texto II não os trata como coisas; pelo contrário, valoriza sua agência.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto I não menciona que a violência "uniu os escravizados" nem que eles "criaram a cultura brasileira". Ele descreve uma visão que enfatizava a fragmentação e o vazio, não a união.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O texto II não minimiza a violência; ele afirma que os estudiosos examinam as iniciativas dos escravos "sem desconsiderar a opressão". A alternativa sugere que a violência "não foi tão severa", o que não corresponde ao texto.

Gabarito: letra B — única alternativa que espelha fielmente a oposição entre a visão tradicional (passividade) e a renovada (agência).

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