Interpretação historiográfica da escravidão
Gabarito: letra B. O texto I descreve uma visão historiográfica antiga que associava a escravidão à anulação total da capacidade de ação dos escravizados (coisificação); o texto II apresenta a renovação historiográfica que, sem ignorar a violência, reconhece a agência dos escravizados. A alternativa B capta corretamente essa oposição.
Visão | Texto I (tradicional) | Texto II (renovada) |
|---|
Escravizados | Coisificados, incapazes de ação própria | Indivíduos ativos, com agência |
Violência | Aniquilava pensamento e cultura | Existia, mas não impedia a ação |
Resultado | Fragmentação e vazio | Iniciativas e resistência |
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto II não afirma que os escravizados tinham "direito de viver conforme seus próprios desejos". A renovação historiográfica destacada no texto II enfatiza a capacidade de ação (agência) apesar da opressão, não a ausência de repressão.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto I cita a visão de que a escravidão teria aniquilado as pessoas, tornando-as incapazes de pensamentos e ações próprios — ou seja, a violência impedia a ação. O texto II afirma que estudos recentes romperam com essa associação e mostram as iniciativas dos escravos sem desconsiderar a opressão, ou seja, mesmo sob violência eram indivíduos ativos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Inverte a posição dos textos: o texto I critica a visão que negava protagonismo aos escravizados, e o texto II não os trata como coisas; pelo contrário, valoriza sua agência.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto I não menciona que a violência "uniu os escravizados" nem que eles "criaram a cultura brasileira". Ele descreve uma visão que enfatizava a fragmentação e o vazio, não a união.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O texto II não minimiza a violência; ele afirma que os estudiosos examinam as iniciativas dos escravos "sem desconsiderar a opressão". A alternativa sugere que a violência "não foi tão severa", o que não corresponde ao texto.
Gabarito: letra B — única alternativa que espelha fielmente a oposição entre a visão tradicional (passividade) e a renovada (agência).