Escravos de ganho no período colonial
Gabarito: letra C. Os escravos de ganho eram aqueles que trabalhavam nas cidades, prestando serviços a terceiros (como vendedores ambulantes, artesãos, carregadores) e entregavam parte da renda obtida a seus senhores, constituindo uma modalidade de exploração urbana do trabalho escravo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que os escravos de ganho "geravam a maior parte dos lucros" e tinham "alto valor de mercado". Não é correto: os escravos de ganho eram uma entre várias formas de exploração, e seu valor não era necessariamente superior ao de escravos rurais ou domésticos; o que os caracterizava era o trabalho urbano autônomo com repasse de renda.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Descreve os escravos como "presentes em ocasiões especiais". Não há relação com a condição de escravo de ganho; essa prática existia, mas não define a categoria.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente a condição: trabalhadores urbanos que prestavam serviços a terceiros e entregavam parte dos ganhos ao proprietário. Era comum em cidades como Salvador e Rio de Janeiro, onde escravos atuavam como quitandeiros, barbeiros, entre outros ofícios.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Menciona "lutas e combates corporais para entreter", o que remete a outra realidade (como lutas de gladiadores na Roma Antiga ou brigas de escravos em algumas situações pontuais), mas não é a definição de escravo de ganho.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Refere-se a escravos idosos isentos de trabalho, mas a isenção não era regra; muitos idosos continuavam trabalhando ou eram alforriados. A condição de escravo de ganho não está ligada à idade.
Gabarito: letra C.