Estratégia de Realismo no Fragmento
Gabarito: letra E. O narrador cria sinais de história realista e verdadeira ao fornecer marcas caracterizadoras dos dois personagens que destacam sua banalidade e insignificância, como se lê no trecho: "O outro viajante (...) mostrava-se como figura insignificante que passa confortavelmente as noites em estradas de ferro." A descrição do primeiro ("dobrada, coberta, dormia profundamente") também reforça o ordinário. É a caracterização de personagens comuns que gera verossimilhança.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o narrador mostra detalhes "bastante pitorescos", mas o texto não enfatiza o pitoresco: a manta manchada é inicialmente confundida com uma manta comum, e o boné é "bastante delicado", sem exotismo. Erro: extrapolação (acrescenta uma qualidade que o texto não sustenta).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o ambiente é mostrado "como se nada houvesse nele de excepcional". Contudo, há um elemento potencialmente excepcional: a manta parece ser realmente pele de animal selvagem ("tratava-se realmente da pele de um animal selvagem"). Logo, há algo fora do comum. Erro: contradiz o texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a situação é banal e que o narrador "não precisa fornecer muitos detalhes". Na verdade, o narrador fornece vários detalhes (a manta, o boné, a aparência do outro viajante). Erro: contradiz o texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere que o narrador mostra personagens e ambiente como "bastante conhecidos do narrador". O texto, porém, revela um narrador que observa e deduz ("pude notar logo depois"), não alguém que já conhecia. Erro: extrapolação.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O narrador fornece marcas caracterizadoras dos dois personagens (o adormecido e o outro) e destaca sua banalidade, como a "figura insignificante". É a estratégia mais coerente com o realismo pretendido.
Gabarito: letra E.