Assinale a frase a seguir em que a preposição a – sozinha ou combinada - é uma exigência da regência de um outro termo (preposição gramatical).
ADevemos ter sempre algo a que aspirar.
BSó quem é superficial conhece a si mesmo.
CFelicidade nunca diminui ao ser compartilhada.
DAo perceber que o carro se aproximava, correu.
ENo fim tudo dá certo; se não deu certo, é porque ainda não chegou ao fim.
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GabaritoA — Devemos ter sempre algo a que aspirar.
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Regência Verbal: Identificando a Preposição Gramatical
Gabarito: letra A. A única alternativa em que a preposição "a" (ou combinada) é exigida pela regência de um verbo é a letra A, com o verbo aspirar no sentido de "desejar, almejar".
A questão pede que se identifique a frase onde a preposição "a" funciona como preposição gramatical, ou seja, aquela que é exigida pela regência de um termo (geralmente verbo ou nome), e não como preposição acidental ou parte de locução adverbial.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Devemos ter sempre algo a que aspirar."
O verbo aspirar, no sentido de "desejar, almejar, pretender", rege a preposição a. Na frase, a estrutura "a que" aparece porque o termo regido "algo" foi antecipado (pronome relativo "que" retomando "algo"). A preposição "a" é, portanto, uma exigência da regência do verbo aspirar. Trata-se de um caso clássico de preposição gramatical.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Só quem é superficial conhece a si mesmo."
Aqui, "a" integra a expressão reflexiva "a si mesmo", que funciona como objeto indireto. O verbo conhecer é transitivo direto (não exige preposição). A preposição "a" é utilizada para evitar ambiguidade (a si mesmo = a ele mesmo), mas não é exigida pela regência do verbo; seu uso é facultativo e estilístico. Erro: troca de conceito (confundir preposição acidental com regencial).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Felicidade nunca diminui ao ser compartilhada."
"Ao" é a contração de "a" + "o". Aqui, introduz uma oração subordinada adverbial temporal (equivalente a "quando é compartilhada"). A preposição "a" não é exigida por nenhum termo; é parte da locução prepositiva "ao" que indica tempo. Erro: fora do escopo (não é regência, mas valor circunstancial).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Ao perceber que o carro se aproximava, correu."
Novamente, "ao" + infinitivo indica tempo simultâneo ("quando percebeu"). Não há regência; é uma estrutura prepositiva adverbial. Erro: fora do escopo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"No fim tudo dá certo; se não deu certo, é porque ainda não chegou ao fim."
O verbo chegar, em português brasileiro, admite tanto "chegar a" quanto "chegar em" para indicar destino. A forma "chegou ao fim" é uma expressão fixa, mas a preposição não é exclusivamente regencial – depende do contexto. Além disso, a banca considera que a regência de "chegar" é mais flexível, e o gabarito oficial aponta a alternativa A como a única inequívoca. Erro: generalização (considerar que a regência é obrigatória quando na verdade há variação).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a diferença entre preposição regencial (exigida pelo verbo/nome) e preposição acidental (que aparece em locuções adverbiais ou expressões idiomáticas). Memorize verbos como aspirar (a), visar (a), obedecer (a), responder (a).
Conclusão: A única frase em que "a" é uma exigência da regência de um termo é a letra A, com o verbo aspirar.