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Questão de Administração Pública — Gestão de Politicas Públicas — FGV 2025

Administração PúblicaGestão de Politicas Públicas
Código
fg118899
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Rio de Janeiro - RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Gestor de Segurança Municipal
Em um bairro do município do Rio de Janeiro, marcado por vulnerabilidades sociais e histórico de conflitos entre moradores e agentes do Estado, a Guarda Municipal foi acionada após recorrentes reclamações de moradores sobre desentendimentos em uma praça pública. Ao chegar ao local, os guardas identificaram que o problema era recorrente e estava relacionado à falta de iluminação, ausência de atividades comunitárias e uso do espaço por grupos em conflito.Em reunião posterior do Conselho Municipal de Segurança, parte dos participantes defendeu operações recorrentes de abordagem e dispersão de pessoas na praça. Outra parte propôs ações de prevenção, como: melhoria da iluminação pública, oferta de atividades culturais e presença cotidiana dos guardas em diálogo com moradores e lideranças locais.Considerando os paradigmas da segurança pública, assinale a opção que melhor representa a abordagem adequada ao caso.
  1. APriorizar operações de repressão contínua, com dispersão diária de frequentadores da praça, reforçando a presença armada para restabelecer a ordem.
  2. BRealizar blitz e patrulhamento ostensivo isolado, sem diálogo com moradores, pois a prevenção comunitária compromete a autoridade policial.
  3. CSolicitar intervenção exclusiva da Polícia Militar, pois a Guarda Municipal não pode atuar em atividades de prevenção ou mediação de conflitos.
  4. DAdotar uma abordagem comunitária, com presença cotidiana dos guardas na praça, mediação de conflitos, fortalecimento de vínculos e participação de moradores na construção de soluções.
  5. EImplementar policiamento orientado à tolerância zero, aplicando sanções imediatas e padronizadas, independentemente das circunstâncias sociais ou comunitárias envolvidas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Adotar uma abordagem comunitária, com presença cotidiana dos guardas na praça, mediação de conflitos, fortalecimento de vínculos e participação de moradores na construção de soluções.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Segurança Pública: Paradigmas de Atuação

Gabarito: letra D. A abordagem comunitária, alinhada aos paradigmas contemporâneos de segurança pública, foca na prevenção, na mediação de conflitos e na participação cidadã, atacando as causas estruturais dos problemas. O caso concreto – falta de iluminação, ausência de atividades e conflitos em praça – é típico de situações que exigem solução integrada, não repressão pura.

Paradigma de Segurança Pública

Abordagem Proposta

Foco Principal

Relação com a Comunidade

Adequação ao Caso (Praça com Vulnerabilidades)

Repressivo / Tolerância Zero (Alternativas A e E)

Operações de dispersão, blitz, sanções imediatas e padronizadas

Repressão e ordem pela força

Conflituosa, autoritária, sem diálogo

Inadequada: ignora causas estruturais (falta de iluminação, ausência de atividades) e agrava conflitos

Policiamento Ostensivo Isolado (Alternativa B)

Patrulhamento ostensivo sem diálogo com moradores

Afirmação de autoridade

Distante, desconfiada

Inadequada: compromete a legitimidade e não resolve a raiz do problema

Exclusão da Guarda Municipal (Alternativa C)

Solicitar intervenção exclusiva da Polícia Militar

Atuação repressiva especializada

Nula (Guarda não atua)

Incorreta: a Lei 13.022/2014 permite e incentiva a atuação preventiva e comunitária da Guarda

Comunitário / Orientado a Problemas (Alternativa D – Gabarito)

Presença cotidiana, mediação de conflitos, fortalecimento de vínculos, participação dos moradores

Prevenção e solução de causas subjacentes

Colaborativa, de confiança

Adequada: ataca as causas (iluminação, atividades culturais) e constrói segurança com a comunidade

Paradigmas de segurança pública
  • 1Tradicional (reativo)
    • Tolerância zero
    • Repressão contínua
    • Patrulhamento ostensivo sem diálogo
  • 2Comunitário (preventivo)
    • Mediação de conflitos
    • Presença cotidiana
    • Participação cidadã
    • Solução de causas estruturais
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Defende repressão contínua com dispersão e presença armada. Esse modelo autoritário e reativo ignora as causas do conflito, agravando a tensão entre moradores e agentes do Estado. Paradigmas modernos rejeitam a estigmatização de espaços públicos e priorizam a aproximação com a comunidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Propõe blitz e patrulhamento ostensivo sem diálogo, argumentando que a prevenção comunitária comprometeria a autoridade. Ao contrário, a experiência demonstra que o diálogo fortalece a legitimidade da guarda e reduz a violência. A prevenção é parte essencial do policiamento comunitário.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a Guarda Municipal não pode atuar em prevenção ou mediação de conflitos. Engano: a Lei 13.022/2014 (Estatuto das Guardas Municipais) prevê expressamente a atuação preventiva e comunitária, incluindo mediação de conflitos e proteção de direitos humanos. A Guarda Municipal é parte integrante do sistema de segurança pública com funções preventivas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora o desconhecimento sobre as atribuições da Guarda Municipal. Muitos candidatos associam guarda apenas a patrimônio, mas a lei permite (e incentiva) ações de prevenção e proximidade social. Atenção: a Guarda Municipal pode e deve atuar na mediação comunitária.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A abordagem comunitária, com presença cotidiana, mediação, fortalecimento de vínculos e participação dos moradores, é a mais adequada. Ela se fundamenta nos princípios de polícia comunitária e policiamento orientado a problemas, que buscam resolver causas subjacentes (iluminação, atividades culturais) e construir confiança entre a guarda e a população.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Policiamento orientado à tolerância zero (modelo de "broken windows" aplicado de forma punitiva) desconsidera as circunstâncias sociais e comunitárias. No caso, aplicar sanções padronizadas ignoraria a raiz do conflito e poderia aumentar a hostilidade. Estudos indicam que a tolerância zero isolada não reduz a criminalidade de forma sustentável e pode violar direitos humanos.

Conclusão: A alternativa D espelha o paradigma mais moderno e eficaz de segurança pública, centrado na prevenção e na parceria com a comunidade. Essa é a resposta correta.

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