Questão de Física — Cinemática — FGV 2025
- Código
- fg120294
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEEC-RN
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Física

0 da bola forma com o solo, deve valer- A15o.
- B30o.
- C45o.
- D60o.
- E75o.

0 da bola forma com o solo, deve valerGabaritoC — 45o.
Gabarito: letra C — a conta chega a θ = 45° — alternativa C.
O lançamento oblíquo é um movimento em duas dimensões: na horizontal, a bola anda com velocidade constante (movimento uniforme), e na vertical, sobe e desce com aceleração da gravidade (movimento uniformemente variado). A trajetória resultante é uma parábola. A energia mecânica é a soma da energia cinética (do movimento) com a energia potencial gravitacional (da altura). Como não há atrito com o ar, essa energia total se conserva durante todo o voo.
A energia cinética é E_c = (1/2)mv², e a energia potencial é E_p = mgh. No ponto mais alto, a velocidade vertical zera, então a velocidade é só a horizontal, que vale v₀·cosθ. A energia mecânica total é a energia cinética inicial, pois no solo a altura é zero. A condição do problema é que a energia cinética no topo seja metade da energia mecânica total, o que leva a uma relação entre o cosseno do ângulo e a raiz de 2.
Esta questão cobra a conservação da energia mecânica e a decomposição da velocidade no lançamento oblíquo. Precisamos igualar a energia cinética no topo (que só tem a componente horizontal) à metade da energia mecânica total, e disso extrair o ângulo.
energia potencial gravitacional nula no solo
no ponto mais alto, energia cinética = metade da energia mecânica total
resistência do ar desprezível
O que queremos: o ângulo θ que a velocidade inicial forma com o solo
A energia mecânica total é o que se conserva, então precisamos dela para comparar com a energia cinética no topo. No instante do lançamento, a bola está no solo, onde a altura é zero, então a energia potencial é nula e toda a energia é cinética.
Por que esta fórmula: A energia mecânica é a soma da cinética com a potencial. Como no solo a potencial é zero, a mecânica total é só a cinética inicial.
De onde vem cada valor: = enunciado: massa da bola (não fornecida, mas se cancela) · = enunciado: velocidade inicial (não fornecida, mas se cancela)
Esquecer que a energia potencial no solo é zero e tentar incluir uma altura inicial.
No ponto mais alto, a bola não sobe nem desce, então a velocidade vertical é zero. A velocidade que sobra é a horizontal, que é constante durante todo o movimento. Por isso a energia cinética no topo depende só dessa componente.
Por que esta fórmula: A velocidade horizontal é v₀·cosθ, e a energia cinética é (1/2)mv². Substituindo a velocidade pela componente horizontal, temos a energia cinética no topo.
De onde vem cada valor: = enunciado: massa da bola · = enunciado: velocidade inicial · = enunciado: ângulo com o solo (incógnita)
Usar a velocidade total v₀ em vez da componente horizontal, o que daria energia cinética maior.
O enunciado impõe que a energia cinética no topo seja metade da energia mecânica total. Como já temos as duas expressões, é só igualá-las.
Por que esta fórmula: A condição é E_{c,topo} = (1/2) E_M. Substituímos as expressões dos passos 1 e 2.
De onde vem cada valor: = passo 2 · = passo 1
Esquecer o fator 1/2 do lado direito, achando que a energia cinética é igual à total.
A equação tem m e v₀ dos dois lados, então eles se cancelam. O que sobra é uma relação simples entre o cosseno do ângulo e a raiz de 2.
Por que esta fórmula: Dividindo ambos os lados por (1/2)m v₀², obtemos cos²θ = 1/2. Depois tiramos a raiz quadrada.
De onde vem cada valor: = passo 3, após cancelar m e v₀
Esquecer a raiz quadrada e achar que cosθ = 1/2, o que daria 60°.
Com o valor do cosseno, usamos a função inversa para achar o ângulo. O cosseno de 45° é exatamente 1/√2.
Por que esta fórmula: θ = arccos(1/√2). Esse é um valor conhecido da tabela trigonométrica.
De onde vem cada valor: = passo 4
Confundir com 60°, que tem cosseno 1/2, ou com 30°, que tem cosseno √3/2.
Resposta: θ = 45° — alternativa C
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