Primeiro governo Lula (2003-2011): medidas econômicas
Gabarito: letra E. Durante os mandatos do presidente Lula, o Brasil buscou ativamente novos parceiros comerciais, e a China destacou-se como um dos principais destinos das exportações brasileiras, sobretudo de commodities (soja, minério de ferro, petróleo). Essa aproximação foi uma estratégia deliberada de política externa e contribuiu significativamente para o crescimento econômico do período.
A questão exige distinguir os fatos históricos reais de distorções comuns. Analisemos cada alternativa:
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o governo Lula decidiu não pagar a dívida externa, liberando recursos para programas sociais. Isso é falso. O governo manteve uma política ortodoxa de pagamento da dívida e até acumulou reservas cambiais. O aumento do financiamento social, como o Bolsa Família, veio do crescimento econômico e da reforma tributária, não de um calote.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Alega que o Brasil se aproximou apenas do Mercosul e rompeu com outros blocos econômicos. Na verdade, o governo Lula fortaleceu o Mercosul mas também diversificou as relações, buscando acordos com a União Europeia, o BRICS e outros países em desenvolvimento, sem rupturas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) previu uso exclusivo de investimentos privados. O PAC combinou investimentos públicos e privados, com forte participação do Estado em infraestrutura (energia, transportes, saneamento). A afirmação de exclusividade privada é incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sustenta que a dependência de importações causou crise, agravada pela queda nos preços das commodities. O período 2003-2011 foi de crescimento, com superávits comerciais e alta nos preços das commodities, beneficiando o Brasil. A crise internacional de 2008 foi enfrentada com medidas anticíclicas, não com agravamento.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente a expansão do comércio com a China. O país asiático tornou-se o principal parceiro comercial do Brasil, importando massivamente commodities. Essa relação foi cultivada por visitas oficiais e acordos bilaterais, sendo um marco da política externa lulista.
Gabarito: letra E.