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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2025

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg120421
Banca
FGV
Órgão
SEEC-RN
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Língua Portuguesa
“As lisonjas vãs têm porta aberta nos ouvidos”.Com essa frase, o escritor Martin de Roa quer mostrar que
  1. Atodos os elogios que nos dirigem devem ser levados em conta.
  2. Bnossos ouvidos se habituam a ouvir lisonjas inúteis.
  3. Cdevemos guardar as lisonjas merecidas.
  4. Das lisonjas são livres para serem ou não consideradas.
  5. Eas falsas lisonjas não devem ser consideradas por quem as escuta.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — as falsas lisonjas não devem ser consideradas por quem as escuta.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação da frase de Martin de Roa

Gabarito: letra E. A frase "As lisonjas vãs têm porta aberta nos ouvidos" significa que os falsos elogios ("vãs" = vazias, falsas) encontram fácil acolhida nas pessoas, mas a intenção do autor é advertir que tais lisonjas não devem ser levadas em consideração. A alternativa E parafraseia corretamente esse sentido: as falsas lisonjas não devem ser consideradas por quem as escuta.

"As lisonjas vãs têm porta aberta nos ouvidos" — o adjetivo "vãs" é a chave: o autor fala especificamente das lisonjas falsas, e a metáfora da "porta aberta" denota facilidade de entrada, mas o contexto crítico (comum em máximas morais) implica que isso é algo a ser evitado.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

"todos os elogios que nos dirigem devem ser levados em conta"

Erro: troca de conceito. A frase usa "lisonjas vãs" (falsas), não "todos os elogios". O autor não diz que todo elogio é válido; ao contrário, critica a aceitação indiscriminada de lisonjas vazias. A banca tenta fazer o candidato confundir "lisonjas vãs" com "elogios em geral".

Alternativa B — ❌ Incorreta

"nossos ouvidos se habituam a ouvir lisonjas inúteis"

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a ideia de "porta aberta" para sugerir habituação. O texto não fala em "hábito" ou "costume"; a metáfora indica facilidade de acesso, não repetição que leva à acomodação. É uma extrapolação: o candidato preenche com uma consequência psicológica que não está no enunciado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"devemos guardar as lisonjas merecidas"

Erro: fora do escopo. O texto não menciona lisonjas "merecidas" nem sugere que algumas devam ser guardadas. A frase original critica as falsas lisonjas, não classifica lisonjas como merecidas ou não.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"as lisonjas são livres para serem ou não consideradas"

Erro: generalização indevida. O autor não diz que as lisonjas são "livres" para escolha; ele aponta que as vãs têm entrada fácil, mas isso não significa que sejam opcionais. A alternativa amplia o sentido para todas as lisonjas e atribui uma liberdade de escolha que o texto não sustenta.

Alternativa E — ✅ Correta

"as falsas lisonjas não devem ser consideradas por quem as escuta"

Correta. Parafraseia fielmente a intenção do autor: destacar que lisonjas vãs (falsas) são facilmente acolhidas, mas devem ser rejeitadas. A palavra "vãs" é equivalente a "falsas", e "não devem ser consideradas" é a conclusão moral implícita na crítica.


Conclusão: A resposta mora na palavra "vãs" e no tom admonitório típico de máximas. As demais alternativas ou ampliam demais o sentido, ou introduzem elementos estranhos ao texto. Letra E é a única plenamente sustentada.

Gabarito: letra E.

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