Questão de Administração Geral — Administração Científica — FGV 2025
Administração Geral›Administração Científica
Código
fg120561
Banca
FGV
Órgão
SEEC-RN
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor do Curso Técnico de Nível Médio em Administração
A Teoria da Administração Científica foi considerada revolucionária ao estabelecer novos padrões e conceitos para a administração. No entanto, essa abordagem não esteve isenta de críticas devido a algumas de suas limitações e pontos controversos.Entre as principais críticas atribuídas a essa teoria, destaca-se
Aa ausência de comprovação científica de seus métodos e princípios.
Ba concepção ingênua do operário, adotando a premissa de que ele tem prazer em trabalhar.
Ca visão macroscópica do funcionário, enxergando-o como um indivíduo de capacidades generalistas.
Do excesso de autonomia para os trabalhadores do nível operacional da organização.
Ea ênfase excessiva na ideia de que o ambiente determina as características da organização.
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GabaritoA — a ausência de comprovação científica de seus métodos e princípios.
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Administração Científica: Críticas e Limitações
Gabarito: letra A. A principal crítica à Administração Científica de Taylor é a ausência de comprovação científica de seus métodos e princípios, conforme apontado por diversos autores críticos da escola. Embora Taylor afirmasse aplicar o método científico, seus estudos baseavam-se em observações limitadas e não consideravam a complexidade do comportamento humano, o que levou à contestação de sua pretensa cientificidade.
A tabela abaixo, extraída do material de apoio, resume as limitações da Teoria Científica, confirmando que a alternativa A corresponde exatamente a uma das críticas listadas:
Teoria
Limitações
Científica (Taylor)
Enfoque mecanicista do trabalhador; Desconsideração de fatores sociais e motivacionais; Excesso de controle e padronização; Ausência de comprovação científica de seus métodos e princípios.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A ausência de comprovação científica é uma crítica recorrente à Administração Científica. Taylor acreditava estar aplicando o método científico, mas seus críticos apontam que seus princípios (como o estudo de tempos e movimentos) baseavam-se em experiências de fábrica sem rigor estatístico, ignorando variáveis humanas e sociais. O próprio material de apoio lista essa limitação explicitamente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa inverte a premissa: Taylor não assumia que o trabalhador tem prazer em trabalhar. Pelo contrário, sua visão era de que o operário é naturalmente preguiçoso e motivado apenas por recompensas financeiras ("homo economicus"). A concepção de que o trabalhador gosta do trabalho é típica da Teoria Y de McGregor, não da Administração Científica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Administração Científica tem uma visão microscópica do trabalhador, analisando cada movimento e tarefa em detalhes mínimos. O termo "macroscópica" seria mais adequado a abordagens sistêmicas ou contingenciais. Taylor fragmentava o trabalho, não o via de forma generalista.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Taylor defendia a separação entre planejamento (gerência) e execução (operários), retirando a autonomia dos trabalhadores. O excesso de autonomia é exatamente o oposto do que a teoria propunha; essa característica está mais associada a escolas humanistas ou comportamentais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A ênfase no ambiente externo como determinante das características organizacionais é própria da Teoria da Contingência. A Administração Científica focava no ambiente interno da fábrica, buscando a eficiência por meio da padronização e do controle, sem considerar influências externas significativas.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre as teorias da administração, foque nas críticas clássicas de cada escola. Na Administração Científica, memorize: mecanicismo, desconsideração de fatores humanos, excesso de controle e — ponto central da questão — a falta de verdadeiro rigor científico nos métodos.