Questão de Contabilidade Geral — Balanço Patrimonial — FGV 2025
Contabilidade Geral›Balanço Patrimonial
Código
fg120717
Banca
FGV
Órgão
SEFAZ-PR
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal (Tarde)
Em 01/01/2025, uma sociedade empresária adquiriu um terreno por R$ 400.000,00. Os impostos incidentes para a transferência da propriedade foram de R$ 8.000,00.No momento da compra, a sociedade empresária não havia definido como usaria o terreno, classificando seu uso como indeterminado.Assinale a opção que indica, na data da compra, a apresentação do terreno no Balanço Patrimonial da sociedade empresária.
AAtivo imobilizado: R$ 400.000,00.
BAtivo imobilizado: R$ 408.000,00.
CPropriedade para investimento: R$ 400.000,00.
DPropriedade para investimento: R$ 408.000,00.
EAtivo não circulante mantido para venda: R$ 408.000,00.
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GabaritoD — Propriedade para investimento: R$ 408.000,00.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Classificação de Terreno com Uso Indeterminado – Propriedade para Investimento
Gabarito: letra D. Na data da compra, o terreno deve ser classificado como Propriedade para Investimento pelo valor total de R$ 408.000,00, que inclui o preço de aquisição (R$ 400.000,00) e os impostos incidentes (R$ 8.000,00). Quando a entidade não define o uso do terreno no momento da aquisição, o CPC 28 (NBC TG 28) determina que ele seja tratado como propriedade para investimento, pois não se destina à produção, administração ou venda no curso ordinário dos negócios. Os custos diretamente atribuíveis à aquisição são capitalizados.
A banca testa dois pontos: (1) o conceito de propriedade para investimento versus ativo imobilizado; (2) o tratamento dos gastos acessórios na composição do custo de aquisição. A chave está em perceber que o uso "indeterminado" exclui a classificação como imobilizado (que exige uso na atividade operacional) e como ativo não circulante mantido para venda (que exige intenção de venda imediata).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Classifica como ativo imobilizado por R$ 400.000,00. O erro é duplo: a classificação como imobilizado exige que o terreno seja utilizado nas atividades operacionais da entidade (CPC 27 – Ativo Imobilizado), o que não se aplica quando o uso é indeterminado; além disso, o valor não inclui os impostos de transferência, que devem compor o custo de aquisição (R$ 8.000,00).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Classifica como ativo imobilizado por R$ 408.000,00. Embora o valor esteja correto (inclui os impostos), a classificação está errada pelo mesmo motivo da alternativa A.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Classifica como propriedade para investimento por R$ 400.000,00. A classificação está correta, mas o valor está subestimado: os impostos de transferência (R$ 8.000,00) são custos diretamente atribuíveis e devem ser adicionados ao custo de aquisição, conforme o CPC 28 (NBC TG 28, itens 20-21).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Classifica como propriedade para investimento por R$ 408.000,00. O uso indeterminado enquadra o terreno como propriedade para investimento, pois a entidade não o destina à produção, administração ou venda. O custo de aquisição inclui todos os gastos necessários para colocar o ativo em condição de uso, inclusive os impostos de transferência (R$ 8.000,00). Portanto, o valor correto é R$ 408.000,00.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Classifica como ativo não circulante mantido para venda (CPC 31 / IFRS 5) por R$ 408.000,00. Para que um ativo seja classificado como mantido para venda, a entidade deve ter a intenção de vendê-lo no curto prazo e ele deve estar disponível para venda imediata. A mera ausência de definição de uso não caracteriza intenção de venda. Além disso, o item 6 do CPC 31 exige que a venda seja altamente provável, o que não é o caso.
NÃO CAIA NESSA!
O candidato pode confundir "uso indeterminado" com "intenção de venda", levando à alternativa E. A banca explora a diferença: a classificação como mantido para venda exige decisão formal e ativa de vender, enquanto a indeterminação de uso leva à propriedade para investimento. Outra armadilha é desconsiderar os impostos no custo (alternativas A e C); lembre-se: todo gasto para colocar o ativo em condições de uso integra o custo.
PEGA ESSA DICA!
Decore o critério de classificação: (1) uso nas operações → imobilizado; (2) uso indeterminado ou para valorização/aluguel → propriedade para investimento; (3) intenção de venda imediata → ativo não circulante mantido para venda. Grave também que custos acessórios (impostos, fretes, honorários) sempre integram o custo de aquisição.