Questão de Português — Pronomes relativos — FGV 2025
Português›Pronomes relativos
Código
fg120744
Banca
FGV
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor do Estado (Manhã)
Observe as frases a seguir.1. Comprei um casaco de veludo em São Paulo.2. O preço do casaco foi alto.Se juntarmos as duas frases com o auxílio de um pronome relativo, a forma adequada será:
AComprei um casaco de veludo em São Paulo cujo preço foi alto.
BFoi alto o preço do casaco de veludo comprado em São Paulo.
CComprei, em São Paulo, um casaco de veludo em que o preço foi alto.
DEm São Paulo, comprei por um preço alto, um casaco de veludo.
EComprei um casaco de veludo em São Paulo por um preço baixo.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — Comprei um casaco de veludo em São Paulo cujo preço foi alto.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Uso do pronome relativo "cujo" — posse entre orações
Gabarito: letra A. A única opção que emprega corretamente um pronome relativo para unir as duas frases, mantendo a relação de posse (o casaco tem um preço), é "Comprei um casaco de veludo em São Paulo cujo preço foi alto". O pronome "cujo" estabelece que o preço pertence ao casaco, exatamente como na oração original "O preço do casaco foi alto".
A questão exige reconhecer a função do pronome relativo "cujo": ele liga duas orações indicando posse entre o antecedente (casaco) e o termo seguinte (preço). As demais alternativas ou não usam pronome relativo ou usam um que não expressa posse.
Pronome relativo "cujo": Função (Liga duas orações, Indica posse); Concordância (Gênero e número com o termo possuído); Exemplo (Antecedente: casaco, Termo possuído: preço, Frase: "cujo preço")
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Comprei um casaco de veludo em São Paulo cujo preço foi alto."
A frase une as duas informações originais com o pronome relativo "cujo", que concorda em gênero e número com o termo possuído (preço, masculino singular) e remete ao possuidor (casaco). Mantém o sentido de posse (o preço do casaco).
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Foi alto o preço do casaco de veludo comprado em São Paulo."
Erro: não emprega pronome relativo. É uma reescritura que transforma a segunda oração em uma estrutura de sujeito predicado, mas não há conectivo relativo entre as duas ideias originais — a junção não é feita com auxílio de pronome relativo, conforme pedido. (Erro tipo: troca_conceito — foge ao comando.)
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Comprei, em São Paulo, um casaco de veludo em que o preço foi alto."
Erro: "em que" é pronome relativo, mas indica lugar ou meio, não posse. "Em que o preço foi alto" soa como se o preço estivesse dentro do casaco, e não que o preço é uma característica dele. Não corresponde à relação original de posse (o preço do casaco). (Erro tipo: troca_conceito — confunde o sentido do relativo.)
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Em São Paulo, comprei por um preço alto, um casaco de veludo."
Erro: não utiliza pronome relativo; é uma reordenação das informações. A ideia de posse foi substituída por uma locução prepositiva "por um preço alto", alterando o sentido original (o preço era alto, não necessariamente paguei por ele). Além disso, não atende ao comando de juntar as frases com pronome relativo. (Erro tipo: fora_do_escopo — ignora o comando.)
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Comprei um casaco de veludo em São Paulo por um preço baixo."
Erro: altera o sentido original ("preço foi alto" vira "preço baixo") e não usa pronome relativo. É uma frase nova, não uma junção das duas originais. (Erro tipo: contradiz_texto — inverte a informação dada e ignora o comando.)
PEGA ESSA DICA!
No contexto de junção com pronome relativo, "cujo" é o único que indica posse. Sempre que a segunda frase se referir a algo pertencente ao termo da primeira (ex.: "o preço do casaco"), o pronome adequado é "cujo" (e suas flexões).