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Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fg121376
Banca
FGV
Órgão
TCE-PE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Gestão - Julgamento
Leia o texto a seguir, atribuído ao filósofo moral Antoine de Rivarol (1753-1801):“Não ter feito nada certamente é uma grande vantagem, mas não se deve abusar”. Os jovens abusam: a tal ponto que, quando ficarem velhos, verão que não fizeram nada. E não apenas individualmente.Com base na estrutura discursiva e no conteúdo semântico do texto, assinale a opção que apresenta a interpretação mais adequada.
  1. AO primeiro período do texto é explicitado no restante.
  2. BSegundo o texto, os jovens contrariam o conselho da frase inicial.
  3. CAs aspas no início do texto marcam um texto construído com ironia.
  4. DO último período do texto engloba as famílias dos jovens na crítica feita.
  5. EA afirmação de ser uma vantagem nada ter feito, como se pode ver pela continuidade do texto, é uma ironia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Segundo o texto, os jovens contrariam o conselho da frase inicial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação do texto de Rivarol

Gabarito: letra B. A alternativa B é a mais adequada porque descreve exatamente o que ocorre no texto: a frase inicial adverte "não se deve abusar", e o texto afirma "Os jovens abusam", configurando uma contradição direta ao conselho. Essa leitura literal é a que melhor se sustenta na estrutura discursiva e no conteúdo semântico do trecho.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Não ter feito nada certamente é uma grande vantagem, mas não se deve abusar". Os jovens abusam: a tal ponto que, quando ficarem velhos, verão que não fizeram nada. E não apenas individualmente.

O primeiro período é uma afirmação paradoxal; o restante não o explicita, mas mostra a consequência do abuso e amplia o alcance da crítica. Há desenvolvimento, não mera explicitação. A alternativa é imprecisa e tangencia o tema.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase inicial traz o conselho "não se deve abusar". Em seguida, o texto declara "Os jovens abusam". Há, portanto, uma contradição explícita entre a recomendação e a ação dos jovens. A interpretação é direta e ancorada no texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As aspas demarcam a fala atribuída a Rivarol, mas não indicam necessariamente ironia no texto como um todo. O restante do enunciado é assertivo e crítico, não irônico. A alternativa confunde o uso de aspas com marcador de ironia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O último período "E não apenas individualmente" sugere uma dimensão coletiva, mas extrapola ao restringir essa coletividade a "famílias". O texto não menciona famílias; pode referir-se a grupos sociais, gerações etc.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação inicial é paradoxal e pode ser lida como irônica, mas a ironia não está explicitada no texto; é uma inferência possível. A alternativa atribui uma figura de linguagem (ironia) que não é a leitura mais imediata e segura. A banca considerou que a contradição direta (alternativa B) é a interpretação mais adequada por ser literal e indubitável.

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