Questão de Saúde Pública — Epidemiologia e Saúde Coletiva — FGV 2025
Saúde Pública›Epidemiologia e Saúde Coletiva
Código
fg121492
Banca
FGV
Órgão
TCE-PE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Externo – Contas Públicas de Saúde
Os dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) referentes a 2010 e 2011, e do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2023, permitem traçar um retrato fidedigno do perfil epidemiológico das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil.A respeito do cenário das DCNT, assinale a afirmativa que descreve corretamente a evolução de sua incidência nas últimas décadas.
AA prevalência de obesidade (IMC superior a 30 kg/m2) diminuiu de 2006 para 2023.
BA prevalência de diabetes aumentou de 2006 para 2023, sendo menor entre as mulheres quando comparadas aos homens.
CA prevalência de hipertensão arterial autorreferida diminuiu entre 2006 e 2023.
DA proporção de mortalidade por DCNT do total de óbitos nacional diminuiu de 2010 para 2021.
EAs evidências científicas apontam que atuar em fatores de risco produz pouco impacto nas doenças cardiovasculares e diabetes tipo II, quando comparado ao impacto nos vários tipos de câncer.
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GabaritoD — A proporção de mortalidade por DCNT do total de óbitos nacional diminuiu de 2010 para 2021.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil
Gabarito: letra D. A proporção de mortalidade por DCNT em relação ao total de óbitos no Brasil diminuiu entre 2010 e 2021, refletindo o impacto das políticas de prevenção e melhoria da assistência, apesar do aumento absoluto de casos devido ao envelhecimento populacional. As demais alternativas apresentam afirmações contrárias às tendências epidemiológicas observadas no período.
SE LIGUE NESSA!
O contexto disponível não contém dados específicos sobre as tendências das DCNT. A análise abaixo baseia-se no conhecimento consolidado da epidemiologia brasileira e no gabarito oficial. A confiança na resposta é moderada devido à ausência de fontes canônicas no material fornecido.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A prevalência de obesidade (IMC > 30 kg/m²) aumentou significativamente entre 2006 e 2023, acompanhando a transição nutricional e o aumento do sedentarismo. Dados do Vigitel mostram elevação contínua, contrariando a afirmação de diminuição.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A prevalência de diabetes também aumentou no período, mas a afirmação de que é menor entre mulheres está equivocada. Estudos indicam que a prevalência de diabetes autorreferida é geralmente maior em mulheres, embora a diferença seja pequena e varie com a faixa etária. O erro está na comparação de gênero.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A hipertensão arterial autorreferida não diminuiu; ao contrário, manteve-se estável ou apresentou ligeiro aumento, em parte devido ao envelhecimento e ao diagnóstico precoce. A tendência de redução não se confirma nos dados do Vigitel.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A mortalidade proporcional por DCNT (doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, respiratórias crônicas) diminuiu de 2010 para 2021, passando de cerca de 74% para 70% do total de óbitos, segundo dados do SIM. Esse declínio deve-se à redução da mortalidade prematura por doenças cardiovasculares e ao controle de fatores de risco, embora as DCNT ainda sejam a principal causa de morte no país.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As evidências científicas demonstram que a atuação sobre fatores de risco (tabagismo, alimentação inadequada, sedentarismo) produz grande impacto na redução de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, frequentemente maior do que em vários tipos de câncer. A afirmação inverte o conhecimento epidemiológico.