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Questão de Economia — Microeconomia — FGV 2025

EconomiaMicroeconomia
Código
fg122727
Banca
FGV
Órgão
TJ-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Administrativa
Em uma grande cidade brasileira, a Prefeitura decidiu ampliar a oferta de iluminação pública e de drenagem urbana como parte de um programa de prevenção a enchentes. Esses serviços têm duas características centrais: são não excludentes e não rivais.Considerando o papel da economia do setor público e das finanças públicas, assinale a afirmativa correta sobre a provisão de bens públicos.
  1. AComo bens públicos não podem ser consumidos simultaneamente por todos, o setor privado tende a suprir essa falha de mercado por meio de cobrança individual.
  2. BO problema do carona (free rider) não se aplica a bens públicos intangíveis, sendo mais evidente em bens tangíveis, como iluminação pública e drenagem urbana.
  3. CComo bens públicos são considerados essenciais, sua provisão é exclusiva do setor público, sem possibilidade de participação do setor privado.
  4. DA não exclusão e a não rivalidade fazem com que o mercado não consiga alocar eficientemente os recursos, exigindo intervenção governamental.
  5. EA provisão de bens públicos como iluminação e drenagem poderia ser financiada pelos usuários diretos, já que seria possível identificar quem se beneficia mais do serviço.
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GabaritoD — A não exclusão e a não rivalidade fazem com que o mercado não consiga alocar eficientemente os recursos, exigindo intervenção governamental.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Bens Públicos e a Intervenção Governamental

Gabarito: letra D. A não exclusão e a não rivalidade são as duas características definidoras dos bens públicos puros, como iluminação pública e drenagem urbana. Essas propriedades geram o problema do carona (free rider), fazendo com que o mercado privado não tenha incentivos para ofertar tais bens de forma eficiente, exigindo a intervenção do Estado por meio da função alocativa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir ao afirmar que o problema do carona não se aplica a bens públicos intangíveis (alternativa B). Na verdade, o free rider decorre da não exclusividade, independentemente de o bem ser tangível ou intangível. Iluminação pública é tangível e sofre do mesmo problema.

1Características
Não excludente
Não rival
2Falha de mercado
Problema do carona (free rider)
Suboferta privada
3Solução
Intervenção estatal (função alocativa)
Financiamento por impostos
4Participação privada
Possível (PPPs, concessões)
Sob regulação estatal
Bens públicos puros
LEVELsoulevel.com.br
Bens públicos puros: Características (Não excludente, Não rival); Falha de mercado (Problema do carona (free rider), Suboferta privada); Solução (Intervenção estatal (função alocativa), Financiamento por impostos); Participação privada (Possível (PPPs, concessões), Sob regulação estatal)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que bens públicos não podem ser consumidos simultaneamente. Isso é falso: a não rivalidade exatamente significa que o consumo por uma pessoa não reduz a disponibilidade para outra. Além disso, o setor privado não consegue suprir a falha via cobrança individual justamente pela impossibilidade de exclusão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O problema do carona (free rider) se aplica a todos os bens não excludentes, sejam tangíveis (iluminação pública, drenagem) ou intangíveis (defesa nacional). A alternativa inverte o conceito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Embora bens públicos sejam essenciais, sua provisão não é exclusiva do setor público. Parcerias público-privadas (PPPs) e concessões são exemplos de participação privada. O que ocorre é que o mercado sozinho falha na alocação, mas o setor privado pode atuar sob regulação estatal.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A não exclusão e a não rivalidade são as raízes da falha de mercado dos bens públicos. O free rider impede a cobrança voluntária, levando à suboferta. O governo intervém para garantir a provisão eficiente, financiando via impostos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Embora teoricamente seja possível identificar quem mais se beneficia, na prática é inviável excluir quem não paga, gerando o problema do carona. O financiamento voluntário por usuários diretos não funciona; por isso o Estado recorre à cobrança compulsória (impostos).

Conclusão: A única alternativa que descreve corretamente a relação entre as características dos bens públicos e a necessidade de intervenção governamental é a letra D.

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