Questão de Raciocínio Lógico — Raciocínio Analítico — FGV 2025
Raciocínio Lógico›Raciocínio Analítico
Código
fg122797
Banca
FGV
Órgão
TJ-RS
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Técnico do Poder Judiciário – Área Administrativo - Judiciária
Em um debate sobre mobilidade urbana, um comentarista afirmou:Após a implantação de faixas exclusivas para ônibus, o trânsito piorou nas avenidas centrais. Portanto, as faixas exclusivas são responsáveis por todo esse congestionamento.Analise o raciocínio apresentado nessa afirmação e assinale a opção que identifica corretamente a falácia lógica nele contida.
AGeneralização apressada, pois toma uma observação localizada como se fosse válida para todas as cidades.
BFalsa causa, pois estabelece como causa única das dificuldades no trânsito a criação das faixas exclusivas.
CApelo à tradição, pois insinua que o trânsito funcionava melhor antes e, por isso, não deveria ter mudado.
DFalsa dicotomia, pois sugere que ou se mantêm faixas exclusivas ou se elimina o congestionamento.
EPetição de princípio, pois repete a conclusão de que “as faixas são responsáveis” sem argumento novo.
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GabaritoB — Falsa causa, pois estabelece como causa única das dificuldades no trânsito a criação das faixas exclusivas.
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Raciocínio Lógico: Falácias Argumentativas
Gabarito: letra B. O raciocínio apresentado comete a falácia da falsa causa (ou post hoc ergo propter hoc): por observar que o trânsito piorou após a implantação das faixas exclusivas, o comentarista conclui que as faixas são a causa única do congestionamento. A mera sucessão temporal não implica causalidade; outros fatores (aumento de veículos, acidentes, etc.) podem ter contribuído.
Caso
Premissa (sequência temporal)
Conclusão (causalidade)
Falácia identificada
1
Trânsito piorou após faixas exclusivas
Faixas exclusivas são a causa única
Falsa causa (post hoc ergo propter hoc)
2
Trânsito piorou após faixas exclusivas
Faixas exclusivas são a causa única
Correlação não implica causalidade
Alternativa A — ❌ Incorreta
A generalização apressada ocorre quando se extrai uma conclusão geral a partir de um caso particular. Aqui não há generalização para outras cidades; há uma relação de causa-e-efeito mal fundamentada.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A falácia da falsa causa consiste em atribuir a um evento a causalidade de outro apenas porque ambos ocorrem em sequência. O enunciado diz: "Após a implantação... o trânsito piorou. Portanto, as faixas exclusivas são responsáveis por todo esse congestionamento." É o exemplo clássico de post hoc ergo propter hoc.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O apelo à tradição defende algo porque "sempre foi assim" ou porque "funcionava antes". O comentarista não invoca a tradição; ele faz uma afirmação causal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A falsa dicotomia (ou falso dilema) apresenta apenas duas opções como se fossem as únicas possíveis. O texto não estabelece esse tipo de alternativa; simplesmente afirma uma causa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A petição de princípio (argumento circular) ocorre quando a conclusão é usada como premissa. Aqui, a conclusão é derivada da observação temporal, não é uma repetição disfarçada da premissa.
PEGA ESSA DICA!
A falácia post hoc ergo propter hoc é frequente em questões de raciocínio lógico. Identifique quando o argumento infere causalidade apenas porque B veio depois de A. Lembre-se: correlação (sequência) não implica causalidade.