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Questão de Português — Morfologia - Pronomes — FGV 2025

PortuguêsMorfologia - Pronomes
Código
fg122811
Banca
FGV
Órgão
TJ-RS
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Técnico do Poder Judiciário – Área Administrativo - Judiciária
Sobre a colocação pronominal no trecho “A moça era bonita, se chamava Fabíola e me perguntou como nascia uma crônica”, é correto afirmar que
  1. Asão casos de ênclise, tendo em vista o uso adequado dos pronomes, respeitando as normas da gramática tradicional.
  2. Bsão casos de próclise, tendo em vista um uso informal dos pronomes, não previstos na gramática tradicional.
  3. Csão casos de dupla possibilidade de colocação pronominal, tendo em vista a ausência de palavras atratoras.
  4. Dsão casos de ênclise, tendo em vista a sequência de inícios de frase, que levam o pronome para depois do verbo.
  5. Esão casos de próclise, tendo em vista a sequência de orações coordenadas, que levam o pronome para antes do verbo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — são casos de próclise, tendo em vista um uso informal dos pronomes, não previstos na gramática tradicional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Colocação pronominal em "Nasce uma crônica"

Gabarito: letra B. No trecho, os pronomes oblíquos átonos "se" e "me" estão em próclise (antes do verbo), o que caracteriza um uso informal, não previsto pela gramática tradicional. A norma culta exigiria ênclise ("chamava-se", "perguntou-me"), pois não há nenhuma palavra atratora antes dos verbos.

O trecho: "A moça era bonita, se chamava Fabíola e me perguntou como nascia uma crônica". Observe que "se" precede "chamava" e "me" precede "perguntou". Em ambos os casos, não há advérbios, conjunções subordinativas, pronomes relativos ou outras partículas atrativas que justifiquem a próclise. Segundo a gramática normativa, quando não há atrator, o pronome deve vir após o verbo (ênclise). A opção do autor pela próclise é típica da língua falada informal, aceita na crônica, mas não na redação formal.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que são casos de ênclise respeitando a gramática tradicional. Incorreta porque, de fato, os pronomes estão antes do verbo (próclise); a ênclise seria "chamava-se" e "perguntou-me". A banca troca o conceito: confunde ênclise com próclise.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. Reconhece que há próclise e que esse uso é informal, não previsto na gramática tradicional. Explica exatamente o que ocorre no trecho.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que há dupla possibilidade de colocação por ausência de atratores. Engano: na ausência de atratores, a gramática normativa só admite a ênclise (exceto nos casos de infinitivo impessoal). Portanto, não há dupla possibilidade; o autor optou por uma forma que foge à norma culta. A banca comete uma generalização indevida.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Novamente afirma que são casos de ênclise, agora sob o pretexto de "inícios de frase". O trecho não começa com pronome; o período inicia com "A moça". A justificativa é falsa. Erro de troca de conceito (ênclise × próclise).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Apesar de reconhecer a próclise, atribui-a à "sequência de orações coordenadas". Isso é uma generalização: orações coordenadas não exigem próclise; a norma permite ênclise ou próclise se houver atrator. Como não há atrator, a ênclise é a forma esperada. Logo, a justificativa é equivocada.

Gabarito: letra B.

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