Técnico do Poder Judiciário – Área Administrativo - Judiciária
A ambiguidade é um problema sério na escrita, pois compromete a clareza da mensagem. Todas as frases a seguir apresentam ambiguidade.Assinale a opção em que ela é causada pela má colocação de uma palavra.
AA nomeação do Ministro provocou reclamações.
BJoão e Magda vão casar-se no domingo.
CO passageiro enjoado abandonou a viagem.
DViu o policial e o delegado que temia.
EO aluno falou com a professora que mora perto.
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GabaritoC — O passageiro enjoado abandonou a viagem.
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Ambiguidade causada pela má colocação de uma palavra
Gabarito: letra C. A única frase em que a ambiguidade decorre da posição indevida de um vocábulo é "O passageiro enjoado abandonou a viagem". Nas demais, a dupla interpretação resulta de fatores estruturais (coordenação, genitivo) ou lexicais, e não do mau posicionamento de uma palavra específica.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
A nomeação do Ministro provocou reclamações. A ambiguidade é de natureza sintática: a locução "do Ministro" pode ser interpretada como agente (o Ministro nomeou alguém) ou como paciente (alguém nomeou o Ministro). Não há uma palavra mal colocada; a estrutura genitiva é que gera a dupla leitura.
Alternativa B — ❌ Incorreta
João e Magda vão casar-se no domingo. A frase não apresenta ambiguidade relevante. O sentido mais natural é o matrimônio entre os dois. Se houver alguma dubiedade, seria sobre quem casa com quem, mas é resolvida pelo contexto. Não há má colocação de palavra.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O passageiro enjoado abandonou a viagem. A palavra "enjoado", colocada logo após o substantivo, permite duas interpretações:
Como adjetivo: passageiro que está nauseado (sentido comum de "enjoado");
Como particípio do verbo enjoar: passageiro que se tornou entediado ou que foi aborrecido.
Se "enjoado" estivesse anteposto ao substantivo ("O enjoado passageiro"), a leitura seria exclusivamente adjetiva (característica permanente), reduzindo a ambiguidade. A má colocação — posição pós-nominal — é a causa direta da dupla interpretação.
NÃO CAIA NESSA!
Confundir ambiguidade lexical (palavra com dois sentidos) com o fator posicional. Aqui, a palavra tem dois sentidos, mas é a sua localização na frase que permite ambas as leituras simultaneamente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Viu o policial e o delegado que temia. A ambiguidade é estrutural, decorrente do pronome relativo "que" poder referir-se a "policial" ou a "delegado". Não é a colocação do "que" que está errada (ele está no lugar esperado após o antecedente), mas a própria construção coordenada que não deixa claro o referente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O aluno falou com a professora que mora perto. Mesmo caso de D: o "que" pode referir-se a "aluno" ou a "professora". A má colocação não é de uma palavra, e sim da oração relativa que poderia ser deslocada para evitar a ambiguidade (ex.: "O aluno que mora perto falou com a professora").
Conclusão
A única opção em que a ambiguidade é diretamente provocada pela posição inadequada de um vocábulo é a letra C, confirmando o gabarito oficial.