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Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fg124163
Banca
FGV
Órgão
AgSUS
Ano
2025
Nível
Superior
Um guia turístico, a quem não agradava o famoso quadro de Leonardo Da Vinci, a Mona Lisa, fez a seguinte descrição do quadro para seus acompanhantes, no Museu do Louvre:“Esse é o famoso quadro de Da Vinci: uma mulher ao centro da tela, sobressaindo sobre uma paisagem natural desconhecida. Sua expressão é bastante indefinida e por isso ganhou grande fama. Vamos passar à próxima sala.”Essa descrição, diante das informações prestadas, aparece bastante restrita em seus componentes pelo fato de ela ser
  1. Aà limitação de conhecimento do observador, que nada sabia de pintura clássica.
  2. Bà limitação de posicionamento do observador, que não conseguia ver claramente a pintura.
  3. Cà limitação psicológica do observador, que mostra seu desagrado na seleção dos elementos descritos.
  4. Dà limitação do próprio referente, pois o próprio quadro é tema que não permite muita expansão descritiva.
  5. Eà limitação de tempo na tarefa, pois o tempo disponível era bastante curto para toda a visita do museu.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — à limitação psicológica do observador, que mostra seu desagrado na seleção dos elementos descritos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A restrição na descrição do guia turístico sobre a Mona Lisa

Gabarito: letra C. A descrição do guia é restrita porque seu desagrado pessoal pelo quadro (mencionado no enunciado: "a quem não agradava o famoso quadro") influencia a seleção dos elementos descritos, resultando em um texto seco e minimalista. A banca chama isso de "limitação psicológica do observador".

Trecho decisivo: “Um guia turístico, a quem não agradava o famoso quadro de Leonardo Da Vinci, a Mona Lisa, fez a seguinte descrição...”

O enunciado já informa a rejeição do guia pela obra. Sua fala é enxuta, sem ênfase ou detalhamento – exatamente o que se espera de alguém que não aprecia o quadro. A causa da restrição está no ânimo do observador, não em fatores externos.


Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa atribui a restrição à limitação de conhecimento do guia sobre pintura clássica. O texto, porém, não informa nada sobre o nível de conhecimento dele. Um guia turístico do Louvre, ainda que não seja especialista, tem obrigatoriamente formação para descrever a obra. Além disso, o texto diz expressamente que ele não gostava do quadro – essa é a razão fornecida, não a ignorância. A alternativa extrapola ao inventar uma causa não mencionada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere que o guia não conseguia ver claramente a pintura. Em nenhum momento o texto fala em má iluminação, obstrução visual ou qualquer problema de posicionamento. O guia está conduzindo um grupo e olha para o quadro – não há obstáculo. Mais uma extrapolação sem apoio no texto.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase inicial do enunciado – “a quem não agradava o famoso quadro” – estabelece o desagrado do guia. Esse estado psicológico negativo leva a uma descrição sucinta e desinteressada: “uma mulher ao centro da tela... expressão indefinida... Vamos passar à próxima sala.” Ele não acrescenta elogios, curiosidades ou dados históricos; seu incômodo pessoal filtra os elementos que decide mencionar. É a explicação mais direta e ancorada no texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o próprio quadro não permite “muita expansão descritiva”. Isso é falso: a Mona Lisa é uma das obras mais analisadas da história, com inúmeros detalhes técnicos, históricos e simbólicos. A limitação não está na obra, mas na atitude do observador. A alternativa contradiz o conhecimento geral sobre o tema e, principalmente, não se apoia em nenhum dado textual – o guia poderia descrever muito mais, mas não o faz por desgosto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Culpa a falta de tempo para a visita. O texto diz “Vamos passar à próxima sala”, mas não há indicação de que o grupo estava com pressa ou que o tempo era curto. O guia poderia ter falado mais se quisesse; ele escolheu encerrar a descrição rapidamente. A alternativa introduz um fator externo (tempo) que o texto não menciona – extrapolação.


Conclusão: A única alternativa que se sustenta exclusivamente com informações do texto é a C. O desagrado do guia (limitação psicológica) é a causa explícita da descrição restrita. Ao marcar a resposta, lembre-se: a banca FGV costuma explorar a motivação do enunciador em questões de interpretação – grife sempre as palavras que revelam a atitude do autor/personagem.

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