Assinale a opção em que ocorra ambiguidade de natureza sintática.
AO cachorro do vizinho causa problemas sempre.
BEle viu o incêndio do prédio.
CNa universidade, eu li a notícia sobre a reforma dos prédios.
DSentei-me na cadeira e quebrei o braço.
EA praia parecia um formigueiro no verão.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — Ele viu o incêndio do prédio.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Ambiguidade Sintática – Identificação
Gabarito: letra B. A opção B apresenta ambiguidade de natureza sintática, pois a expressão "o incêndio do prédio" pode ser interpretada de duas maneiras: o incêndio que ocorreu no prédio (complemento locativo) ou o incêndio que o prédio causou (complemento de agente? possessivo?), gerando duas análises sintáticas possíveis. As demais alternativas não possuem essa característica.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A estrutura "cachorro do vizinho" é inequivocamente possessiva, sem dupla interpretação sintática.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Ele viu o incêndio do prédio" – a expressão "do prédio" pode ser entendida como o local do incêndio ou como o objeto incendiado; há duas possibilidades de análise sintática (adjunto adnominal de lugar vs. complemento nominal? Na verdade, é uma ambiguidade entre o incêndio que está no prédio e o incêndio que o prédio sofre – ambas são sintaticamente distintas).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"A reforma dos prédios" é um complemento único; não há ambiguidade na ligação do sintagma preposicionado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A ambiguidade aqui é lexical: "braço" pode ser o membro humano ou o apoio da cadeira. A estrutura sintática é a mesma; o duplo sentido vem do vocábulo, não da sintaxe.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Trata-se de comparação (metáfora), sem ambiguidade sintática.
NÃO CAIA NESSA!
Cuidado para não confundir ambiguidade sintática com ambiguidade lexical (como na alternativa D). A banca frequentemente usa a polissemia de uma palavra como distrator.
Gabarito oficial: Letra B.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.