Questão de Atualidades — Atualidades do ano de 2024 — FGV 2025
Atualidades›Atualidades do ano de 2024
Código
fg124752
Banca
FGV
Órgão
IPHAN
Ano
2025
Nível
Superior
O final de 2024 marcou um ponto de inflexão na Guerra Civil que assola a Síria desde 2011. Em meio à disputa entre diversas facções, a queda do regime de Bashar al-Assad representou um golpe significativo no Partido Baath, historicamente caracterizado como um movimento
Afavorável ao Ocidente e aos mercados internacionais.
Bliderado por tribos tradicionais e com apoio russo.
Cnacionalista árabe e adepto do secularismo autoritário.
Dformado por democratas cristãos árabes e curdos.
Esalafista-jihadista e de ambições transnacionais.
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GabaritoC — nacionalista árabe e adepto do secularismo autoritário.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Guerra na Síria e a queda de Bashar al-Assad
Gabarito: letra C. O Partido Baath, que governou a Síria por mais de cinco décadas, é historicamente um movimento nacionalista árabe e secularista autoritário — ideologia que mistura pan-arabismo com um regime de partido único e forte repressão. A queda de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, após a ofensiva de grupos rebeldes, representou o colapso desse projeto político.
O Partido Baath (que significa "renascimento" ou "ressurreição" em árabe) surgiu na década de 1940 com a proposta de unificar os países árabes em uma única nação, combatendo o colonialismo e o imperialismo ocidental. Na Síria, o partido chegou ao poder em 1963 e, a partir de 1970, com Hafez al-Assad, consolidou um regime autoritário de partido único, com forte controle estatal sobre a economia e a sociedade, e uma postura declaradamente secular — embora na prática tenha se apoiado em redes sectárias alauítas para se manter no poder. O secularismo do Baath não significava democracia: era um secularismo autoritário, que reprimia qualquer oposição política e religiosa.
A alternativa correta captura exatamente essa dupla característica: nacionalismo árabe (a ideologia pan-árabe) e secularismo autoritário (o regime de partido único com repressão). As demais alternativas misturam elementos de outros atores do conflito sírio — como o apoio russo, o jihadismo dos grupos rebeldes ou a questão curda — mas não descrevem o Baath.
O Baath sempre foi contrário ao Ocidente e ao imperialismo, especialmente aos EUA e a Israel. A alternativa inverte a posição histórica do partido, que se colocava como movimento de resistência anticolonial e anti-imperialista. Embora a Síria de Assad tenha tido relações pragmáticas com potências ocidentais em alguns momentos, o Baath nunca foi "favorável ao Ocidente" como característica definidora.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O Baath não é "liderado por tribos tradicionais". A estrutura do partido é moderna, burocrática e secular, baseada em ideologia e não em lealdades tribais. O apoio russo é real — a Rússia é aliada do regime de Assad desde a Guerra Fria e interveio militarmente em 2015 — mas isso não define a natureza do partido. A alternativa mistura um fato geopolítico (apoio russo) com uma caracterização equivocada da liderança.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O Partido Baath é, por definição, um movimento nacionalista árabe — seu objetivo central é a unificação dos árabes — e secularista autoritário — defende a separação entre religião e Estado, mas dentro de um regime de partido único e repressivo. Essa é a descrição histórica e ideológica correta do partido que governou a Síria de 1963 a 2024.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O Baath não é um movimento de "democratas cristãos árabes e curdos". O partido é secular, mas não democrata; e embora tenha incluído cristãos e curdos em suas fileiras, sua base social e ideológica é o nacionalismo árabe sunita (com liderança alauíta), não uma aliança democrática cristã-curda. A alternativa confunde o Baath com outras forças políticas da região.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Baath é secular e nacionalista, exatamente o oposto do salafismo-jihadista — corrente islâmica radical e transnacional. Grupos como o Estado Islâmico (EI) e a Frente al-Nusra, que lutaram contra Assad, são salafistas-jihadistas; o Baath sempre os combateu. A alternativa troca o regime por seus inimigos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o regime de Assad e os grupos rebeldes que o derrubaram. O candidato que associa "queda de Assad" a "jihadistas" pode marcar a letra E, mas o Baath é secular e nacionalista — os salafistas-jihadistas eram justamente os que lutavam contra ele. Lembre-se: o Baath é o regime, não a oposição.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de Atualidades sobre o Oriente Médio, monte um quadro mental dos principais atores: o Baath (nacionalista árabe, secular, autoritário), os rebeldes (diversos, incluindo jihadistas), os curdos (autonomistas), e as potências externas (Rússia e Irã apoiam Assad; EUA e Turquia têm interesses variados). Isso ajuda a identificar rapidamente a ideologia de cada grupo.