Função das aspas em “meios” e “pronto”
Gabarito: letra A. As aspas em “meios” e “pronto” reproduzem o que o procurador disse ou pensa, sem que o autor do texto se solidarize com essa visão. No trecho, o procurador pergunta sobre os “meios” e acredita que o Ministro está “pronto” – palavras que expressam a perspectiva do procurador, não a do narrador.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto reproduz a fala do procurador ("meios") e seu pensamento ("pronto") de forma distanciada. A própria estrutura "O procurador ... perguntou ... e ele pensa" mostra que as aspas marcam a visão do personagem, sem que o autor a endosse. É o uso típico de aspas para citar a fala de outrem sem concordância.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Não há indícios de ironia no trecho. Ironia exigiria um contraste entre o dito e o sentido real, o que não ocorre. As aspas apenas reproduzem a fala alheia, sem intenção sarcástica. ❌ Erro: extrapolação (atribui ironia onde não há pista).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirmar que as aspas são "simples alusão, sem implicação de sentido" é falso. Aspas sempre trazem implicação: marcam que a palavra é de outrem ou tem uso especial. No caso, indicam justamente a fala do procurador. ❌ Erro: contradiz o efeito natural das aspas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Meios" e "pronto" estão empregados em seu sentido dicionarizado: meios = recursos, pronto = preparado. Não há desvio conotativo. ❌ Erro: extrapolação (inventa sentido figurado).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Aspas não servem para destacar termos importantes; para isso se usam negrito ou itálico. Além disso, o contexto não indica que esses termos sejam o foco da notícia. ❌ Erro: confusão com função de destaque tipográfico.
Gabarito: letra A.