Em todas as opções a seguir foram unidas duas frases com a ajuda do conectivo CUJO (e flexões).Assinale a opção em que isso foi feito de forma incorreta.
AO turista dirigiu-se à delegacia policial. Sua mochila tinha sido roubada / O turista, cuja mochila tinha sido roubada, dirigiu-se à delegacia policial.
BO técnico repreendeu o defensor. A atuação do defensor tinha sido péssima / O técnico repreendeu o defensor cuja atuação tinha sido péssima.
CJorge Amado é um romancista. Seus livros a todos agradam / Jorge Amado, cujos livros agradam a todos, é um romancista.
DJesus Cristo foi um líder. Suas palavras até hoje nos servem de guia / Jesus Cristo, cujas palavras nos servem de guia, foi um líder.
EGostaria que todos conhecessem o autor do livro. Considero sua obra uma verdadeira aula de como escrever / O livro, cujo autor gostaria que todos conhecessem, é uma verdadeira aula de como escrever.
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GabaritoE — Gostaria que todos conhecessem o autor do livro. Considero sua obra uma verdadeira aula de como escrever / O livro, cujo autor gostaria que todos conhecessem, é uma verdadeira aula de como escrever.
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Uso do pronome relativo "cujo"
Gabarito: letra E. Apenas a opção E emprega o conectivo "cujo" de forma incorreta, pois a construção resultante não estabelece a relação possessiva adequada e deixa o sentido incompleto. As demais opções seguem a norma padrão, com o pronome concordando em gênero e número com o termo possuído e retomando corretamente o antecedente.
Alternativa A — ✅ Correta
"O turista, cuja mochila tinha sido roubada, dirigiu-se à delegacia policial."
"Cuja" concorda com "mochila" (feminino singular) e refere-se a "turista" (possuidor). A relação de posse é clara: a mochila do turista.
Alternativa B — ✅ Correta
"O técnico repreendeu o defensor cuja atuação tinha sido péssima."
"Cuja" refere-se a "defensor" e concorda com "atuação". A oração adjetiva é restritiva (sem vírgulas), uso perfeitamente aceitável.
Alternativa C — ✅ Correta
"Jorge Amado, cujos livros agradam a todos, é um romancista."
"Cujos" concorda com "livros" (masculino plural) e refere-se a "Jorge Amado". A oração é explicativa (com vírgulas), correta.
Alternativa D — ✅ Correta
"Jesus Cristo, cujas palavras nos servem de guia, foi um líder."
"Cujas" concorda com "palavras" (feminino plural) e refere-se a "Jesus Cristo". Estrutura padrão.
Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
"O livro, cujo autor gostaria que todos conhecessem, é uma verdadeira aula de como escrever."
Aqui o pronome "cujo" está mal empregado. O antecedente é "livro", e "cujo autor" significa "o autor do livro". No entanto, a oração relativa "gostaria que todos conhecessem" carece de objeto direto – o verbo "conhecessem" exige um complemento (quem? o autor? o livro?). Na frase original, o autor do livro é quem se deseja que todos conheçam, mas a reescrita tenta fazer do livro o antecedente, gerando incongruência. A forma correta seria: "O livro, cujo autor todos deveriam conhecer, é uma verdadeira aula..." ou, mantendo o sentido original, "O autor do livro, cuja obra considero uma verdadeira aula, gostaria que todos o conhecessem."
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a complexidade do relativo "cujo", que exige que o termo seguinte seja um substantivo e que a oração relativa tenha uma estrutura completa (sujeito + verbo + complemento, se necessário). Em E, a omissão do complemento de "conhecessem" torna a frase agramatical e sem sentido claro.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.