Questão de Português — Sintaxe — FGV 2025
- Código
- fg125355
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEASIC-SE
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- AProclamação da República.
- BNo início do século XVI.
- CAtual estado de Sergipe.
- DPalco de diversos movimentos.
- EIndependência do Brasil.
GabaritoA — Proclamação da República.
Gabarito: letra A. O segmento "Proclamação da República" é o único em que o termo introduzido por "de" funciona como complemento nominal, pois o substantivo "proclamação" exige um complemento para completar seu sentido (quem proclama, proclama algo). Nos demais, o termo "de" exerce função de adjunto adnominal ou adverbial.
Para identificar se o termo precedido por "de" é complemento, é preciso verificar se a palavra anterior (substantivo, adjetivo ou verbo) exige esse complemento para ter sentido completo. No caso de substantivos derivados de verbos transitivos, o termo "de" pode ser complemento nominal (quando indica o paciente da ação) ou adjunto adnominal (quando indica o agente ou posse).
"Proclamação da República em 1889"
O substantivo "proclamação" deriva do verbo “proclamar”, que é transitivo direto (proclamar algo). “República” é o paciente da ação (o que foi proclamado), portanto o termo "da República" é complemento nominal, exigido pelo nome "proclamação".
"No início do século XVI"
“Início” é um substantivo que não exige complemento; “do século XVI” especifica o período, funcionando como adjunto adnominal. Além disso, o conjunto "no início" forma uma locução adverbial de tempo.
"Atual estado de Sergipe"
"Estado" é substantivo concreto; "de Sergipe" é locução adjetiva que caracteriza o estado, exercendo função de adjunto adnominal (indica qual estado). Não há exigência de complemento.
"Palco de diversos movimentos"
"Palco" é substantivo concreto; "de diversos movimentos" especifica que tipo de palco, sendo adjunto adnominal. Não há relação de complemento exigido.
"Independência do Brasil"
“Independência” deriva do verbo “independer” (transitivo indireto: independer de algo). No entanto, no contexto, “Brasil” é o agente da independência (quem se torna independente), e não o termo de que se independe. Assim, “do Brasil” funciona como adjunto adnominal (indica o possuidor/sujeito da ação), e não como complemento nominal.
Conclusão: Apenas na alternativa A o termo "de" introduz um complemento nominal, pois "proclamação" exige o complemento para indicar o que foi proclamado. Nas demais, o termo tem função de adjunto adnominal ou adverbial.
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.
— Sintaxe — identificação do sujeito
Gabarito: letra A.
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