Em todas as opções a seguir há duas orações separadas por pontuação.Subordinando a segunda à primeira, a única forma adequada é:
AO ministro é grande amigo do presidente. O presidente simpatiza com seu trabalho. / O ministro, com cujo trabalho o presidente simpatiza, é grande amigo dele.
BVisitou-me ontem o pintor. O jornal fez alusão a seus quadros. / Visitou-me ontem o pintor a que o jornal fez alusão a seus quadros.
CEsta é uma ideia. Tenho muita fé em sua força. / Este é uma ideia em cuja fé tenho muita força.
DA academia foi fechada. Descobriram-se muitos problemas com os aparelhos. / A academia foi fechada porque descobriram-se muitos problemas com os aparelhos.
EEsse sujeito é muito inteligente. Vamos necessitar de seu auxílio. / Esse sujeito, com cujo auxílio vamos necessitar, é muito inteligente.
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GabaritoA — O ministro é grande amigo do presidente. O presidente simpatiza com seu trabalho. / O ministro, com cujo trabalho o presidente simpatiza, é grande amigo dele.
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Subordinação com pronome relativo 'cujo'
Gabarito: letra A. A única transformação que mantém o sentido original e é gramaticalmente correta é a que emprega o pronome relativo 'cujo' com a preposição adequada (com) e sem redundâncias.
Análise detalhada
A questão exige subordinar a segunda oração à primeira, sem alterar o sentido lógico. A alternativa A faz isso por meio de uma oração subordinada adjetiva com 'cujo', que indica posse e concorda com o termo possuído.
NÃO CAIA NESSA!
As alternativas erradas trocam preposições, invertem termos ou acrescentam relações causais não implícitas.
Alternativa
Transformação Proposta
Erro(s) Identificado(s)
Motivo da Incorreção
A
"O ministro, com cujo trabalho o presidente simpatiza, é grande amigo dele."
Nenhum
✅ Correta. Emprega corretamente a preposição 'com' (regida por 'simpatizar') antes de 'cujo', sem redundância.
B
"Visitou-me ontem o pintor a que o jornal fez alusão a seus quadros."
Redundância de preposição
❌ A locução 'a que' já contém a preposição 'a' exigida por 'fazer alusão a'; o termo 'a seus quadros' é repetição desnecessária.
C
"Este é uma ideia em cuja fé tenho muita força."
Gênero do demonstrativo + inversão de sentido
❌ 'Ideia' exige 'Esta' (não 'Este'); a relação original é "fé na força", mas a transformação inverte para "fé na ideia", alterando o sentido.
D
"A academia foi fechada porque descobriram-se muitos problemas com os aparelhos."
Relação causal não implícita
❌ A conjunção 'porque' introduz uma causa que não estava presente no original (apenas justaposição de fatos).
E
"Esse sujeito, com cujo auxílio vamos necessitar, é muito inteligente."
Preposição inadequada
❌ O verbo 'necessitar' rege a preposição 'de', não 'com'. O correto seria "de cujo auxílio".
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Original: "O ministro é grande amigo do presidente. O presidente simpatiza com seu trabalho." Transformação: "O ministro, com cujo trabalho o presidente simpatiza, é grande amigo dele."
O verbo 'simpatizar' rege a preposição 'com' – corretamente empregada antes de 'cujo'.
'Cujo trabalho' refere-se ao trabalho do ministro, mantendo a posse.
A estrutura é clara e não acrescenta informação nova.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Transformação: "Visitou-me ontem o pintor a que o jornal fez alusão a seus quadros."
Erro: redundância de preposição. A locução 'a que' já carrega a preposição 'a' exigida por 'fazer alusão a', mas a frase repete 'a seus quadros'. O correto seria: "o pintor a cujos quadros o jornal fez alusão" ou "o pintor a que o jornal fez alusão" (suprimindo 'quadros').
Armadilha: "troca_conceito" – uso inadequado do pronome relativo composto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Transformação: "Este é uma ideia em cuja fé tenho muita força."
Erro 1: gênero do pronome demonstrativo: 'ideia' é feminino, deveria ser 'Esta', não 'Este'.
Erro 2: inversão de sentido. Original: "fé em sua força"; transformado: "em cuja fé" – troca a fé pela força, alterando o significado. O correto seria: "Esta é uma ideia em cuja força tenho muita fé."
Armadilha: "troca_conceito" – confusão entre os elementos possuídos (fé × força).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Transformação: "A academia foi fechada porque descobriram-se muitos problemas com os aparelhos."
Erro: introdução de relação de causalidade não implícita no original. O texto original apenas justapõe dois fatos; ao usar 'porque', a banca impõe uma interpretação causal que não estava presente.
Armadilha: "afirmacao_incompleta” (ou “fora_do_escopo”) – a subordinação com conjunção causal altera o sentido lógico, tornando a transformação inadequada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Transformação: "Esse sujeito, com cujo auxílio vamos necessitar, é muito inteligente."
Erro: preposição incorreta. O verbo 'necessitar' exige a preposição 'de', não 'com'. O correto seria: "Esse sujeito, de cujo auxílio vamos necessitar".
Somente a alternativa A apresenta uma subordinação gramaticalmente perfeita e semanticamente fiel ao original, usando o pronome 'cujo' com a regência correta e sem distorcer o sentido.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.