Leia a nota da OAB a seguir.A prática reiterada e impune de atos de corrupção leva as pessoas a pensar que a improbidade e a falta de ética são naturais e a improbidade é uma regra para os grandes delinquentes.Sobre a estruturação desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta
AO adjetivo “grandes” mostra valor de importância social dos delinquentes.
BOs adjetivos “reiterada” e “impune” são redundantes, bastando tão somente o emprego de um deles.
CO texto mostra um erro de construção na forma verbal “pensar”, que deveria ser substituída por “pensarem”.
DA repetição da palavra “improbidade” poderia ser evitada, trocando-se a segunda ocorrência pelo demonstrativo “esta”.
EO verbo “pensar” só tem por complemento a primeira oração que o segue: “que a improbidade e a falta de ética são naturais”.
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GabaritoC — O texto mostra um erro de construção na forma verbal “pensar”, que deveria ser substituída por “pensarem”.
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Análise de Concordância Verbal – Infinitivo Flexionado
Gabarito: letra C. O texto apresenta um erro de concordância na forma verbal "pensar", que deveria ser flexionada para "pensarem" para concordar com o sujeito explícito "as pessoas". Na construção "leva as pessoas a pensar", o infinitivo deve flexionar-se em número e pessoa quando o sujeito é claramente expresso, conforme a gramática normativa.
Texto-base: "A prática reiterada e impune de atos de corrupção leva as pessoas a pensar que a improbidade e a falta de ética são naturais e a improbidade é uma regra para os grandes delinquentes."
Análise das alternativas
Infinitivo flexionado: Regra (Sujeito explícito → flexiona, Sujeito oculto → não flexiona); Exemplo do texto ("leva as pessoas a pensar", Sujeito: "as pessoas" (explícito), Deveria ser "pensarem"); Exceção coloquial (Infinitivo não flexionado aceito na fala, Erro formal (norma culta))
Alternativa A — ❌ Incorreta
O adjetivo "grandes" refere-se à magnitude dos delitos ("grandes delinquentes" = criminosos de grande porte), e não a importância social. A banca explora um sentido figurado que o texto não sustenta. Erro: troca de conceito (atribui valor de importância ao termo que denota tamanho/gravidade).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Os adjetivos "reiterada" (repetida) e "impune" (sem punição) são atributos independentes e não redundantes. A supressão de um deles alteraria o sentido do enunciado. Erro: troca de conceito (confunde redundância com complementaridade).
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Na gramática normativa, quando o infinitivo tem sujeito explícito ("as pessoas"), deve flexionar-se: "a pensarem". O uso do infinitivo não flexionado é aceito coloquialmente, mas a banca considera erro formal. Portanto, a afirmativa está correta. Erro apontado: concordância verbal inadequada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora a substituição da segunda ocorrência de "improbidade" por "esta" fosse gramaticalmente possível, a repetição é estilisticamente intencional (reforça a ideia). A banca não considera isso um erro, mas a alternativa não se sustenta como afirmação correta sobre a estrutura do texto. Erro: extrapolação (afirma que a repetição poderia ser evitada, mas o texto não a condena).
Alternativa E — ❌ Incorreta
O verbo "pensar" tem como complemento as duas orações coordenadas pela conjunção "e": "que a improbidade e a falta de ética são naturais" e "a improbidade é uma regra...". A ausência de "que" antes da segunda não retira seu caráter de objeto. Portanto, a afirmativa de que a segunda não é complemento contradiz a estrutura do texto. Erro: contradiz o texto.
Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto e pela gramática normativa é a letra C.
PEGA ESSA DICA!
Em construções com "levar alguém a + infinitivo", o infinitivo flexionado é obrigatório quando o sujeito do infinitivo for explícito, em registros formais.
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Teste do 'nós'
Para achar o sujeito e a concordância verbal correta, substitua o sujeito por 'nós' — o verbo deve concordar com ele. Ajuda a resolver concordância em casos duvidosos.