Questão de Administração Pública — Modelos teóricos de Administração Pública — FGV 2025
- Código
- fg125662
- Banca
- FGV
- Órgão
- TCE-PI
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Acarismático.
- Btradicional.
- Cracional legal.
- Dnova gestão pública.
- Enova governança pública.
GabaritoC — racional legal.
Gabarito: letra C. O modelo em que a legitimidade se origina das leis e do direito, pautado pela racionalidade e objetividade, é o racional-legal. Esse conceito, oriundo da sociologia weberiana, descreve a dominação exercida por meio de regras impessoais, burocracia profissional e submissão ao ordenamento jurídico — exatamente o que o enunciado descreve.
A questão cobra os três tipos puros de dominação legítima formulados por Max Weber: carismática, tradicional e racional-legal. Cada um possui uma fonte de legitimidade distinta:
Tipo de dominação | Fonte de legitimidade | Característica central |
|---|---|---|
Carismática | Liderança extraordinária, carisma pessoal do líder | Devoção à pessoa do líder, rompe com a tradição |
Tradicional | Costumes, crença na santidade das tradições | Poder hereditário, baseado no passado |
Racional-legal | Leis, normas impessoais, procedimentos formais | Impessoalidade, profissionalismo, hierarquia racional |
A administração burocrática moderna é o exemplo típico do modelo racional-legal. Já a Nova Gestão Pública e a Nova Governança Pública são correntes contemporâneas que incorporam eficiência e participação, mas sua legitimidade ainda repousa no arcabouço legal; o enunciado, porém, pede o modelo cuja essência é exatamente a legitimidade racional-legal.
O modelo carismático baseia a legitimidade na devoção a um líder dotado de qualidades excepcionais, não em leis ou racionalidade objetiva.
O modelo tradicional fundamenta-se na crença em costumes e tradições ancestrais, como no patrimonialismo, sem o caráter impessoal e racional descrito.
O racional-legal é exatamente aquele em que a legitimidade decorre do direito positivo, das leis, e se expressa pela racionalidade formal, impessoalidade e objetividade — conforme a descrição do enunciado.
A Nova Gestão Pública (gerencialismo) busca eficiência e resultados, com foco no cidadão-cliente, mas sua legitimidade continua sendo racional-legal; o enunciado não se refere a esse modelo específico, mas ao tipo weberiano clássico.
A Nova Governança Pública enfatiza redes, participação e accountability, também dentro do marco racional-legal, mas não é o modelo descrito diretamente.
A banca pode confundir o candidato ao incluir modelos contemporâneos (Nova Gestão Pública, Nova Governança) que também incorporam racionalidade. A chave é lembrar que a expressão "racional legal" é o nome técnico do tipo weberiano, e a descrição casa perfeitamente com a burocracia impessoal baseada em normas.
Gabarito: letra C — racional legal.
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