Questão de Português — Morfologia - Pronomes — FGV 2025
Português›Morfologia - Pronomes
Código
fg125812
Banca
FGV
Órgão
TJ-RS
Ano
2025
Nível
Superior
As frases a seguir estão separadas por ponto final.Considerando a possibilidade de unir as duas orações por meio de um pronome relativo, assinale a opção em que a construção resultante estaria correta, segundo a norma culta da língua portuguesa.
AGostei da obra de Niemeyer. Oscar Niemeyer é um de nossos melhores arquitetos. / Gostei da obra de Niemeyer, de que é um de nossos melhores arquitetos.
BEstudei alguns anos na França. Na França eu era muito feliz. / Estudei alguns anos na França, em que era muito feliz.
CComprei um carro novo nessa empresa. O preço do carro foi baixo. / Comprei um carro novo, cujo preço foi baixo, nessa empresa.
DEu conheci esse rapaz durante a viagem. O nome desse rapaz era estranho. / Eu conheci esse rapaz, de cujo nome era estranho, durante a viagem.
EGosto muito de bacalhoada. O gosto da bacalhoada é inesquecível. / Gosto muito de bacalhoada que o gosto é inesquecível.
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GabaritoC — Comprei um carro novo nessa empresa. O preço do carro foi baixo. / Comprei um carro novo, cujo preço foi baixo, nessa empresa.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Uso de pronomes relativos em frases compostas
Gabarito: letra C. A única alternativa em que a combinação das duas orações por pronome relativo está correta segundo a norma culta é a C, pois emprega adequadamente o pronome possessivo 'cujo' entre os substantivos 'carro' (possuidor) e 'preço' (possuído), sem artigo e com a devida regência.
A questão testa o conhecimento dos pronomes relativos, especialmente 'cujo' (possessivo) e 'que' (neutro), além da necessidade de preposição conforme a regência do verbo na oração subordinada.
Pronome relativo: "cujo" (possessivo) (Entre possuidor e possuído, Sem artigo após "cujo", Preposição só se exigida pelo verbo); "que" (neutro) (Exige regência correta do verbo, "de que" ≠ "de quem" (pessoa)); "onde" (lugar físico) (Preferido a "em que" para lugar)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Gostei da obra de Niemeyer, de que é um de nossos melhores arquitetos.
O pronome relativo 'que' (precedido da preposição 'de') deveria referir-se a 'Niemeyer', mas a construção 'de que é' sugere que o antecedente é 'obra', pois 'de que' retoma 'da obra' — não 'Niemeyer'. Para referir-se a pessoa, o correto seria 'de quem' ou 'que' (sem preposição, já que o verbo 'ser' não exige 'de'). Erro de regência e ambiguidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Estudei alguns anos na França, em que era muito feliz.
Embora 'em que' seja gramaticalmente possível para lugar, a norma culta prefere 'onde' para indicar lugar físico. Além disso, o pronome relativo 'em que' exige que o verbo da oração subordinada tenha regência compatível com 'em' — o que ocorre ('era feliz em algum lugar'). Porém, a banca considerou inadequado, talvez por falta de clareza ou pela preferência por 'onde'. O gabarito oficial aponta erro.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Comprei um carro novo, cujo preço foi baixo, nessa empresa.
Perfeito: 'cujo' concorda com 'preço' (masculino singular) e estabelece relação de posse com 'carro'. Não há artigo após 'cujo', e a preposição (se houvesse) viria antes dele, mas aqui não é necessária. A estrutura é clara e culta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Eu conheci esse rapaz, de cujo nome era estranho, durante a viagem.
Erro: a preposição 'de' antes de 'cujo' é desnecessária e redundante, pois 'cujo' já expressa posse ('do qual o nome'). O correto seria 'cujo nome' (sem 'de'), a menos que o verbo exija preposição (o que não é o caso: 'era estranho' não pede 'de').
Alternativa E — ❌ Incorreta
Gosto muito de bacalhoada que o gosto é inesquecível.
O pronome 'que' não pode indicar posse. A frase dá a entender que 'bacalhoada' é o sujeito de 'o gosto é inesquecível', o que é incoerente. Deveria usar 'cujo' ou 'da qual'.
Conclusão: apenas a alternativa C respeita a norma culta no uso do pronome relativo.
PEGA ESSA DICA!
Onde = lugar físico
Use 'onde' apenas quando puder substituir por 'em que lugar' (lugar físico). Se houver ideia de movimento/destino, usa-se 'aonde'.