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Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fg125886
Banca
FGV
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2025
Nível
Superior
Leia o seguinte trecho do escritor inglês Aldous Huxley.O homem que pretende ser sempre coerente no seu pensamento e nas suas decisões morais ou é uma múmia ambulante ou, se não conseguir sufocar toda a sua vitalidade, um monomaníaco fanático.Sobre o significado ou a estruturação do texto, é correto afirmar que
  1. Ainfere-se do pensamento expresso no trecho que o homem é sempre incoerente em seu pensamento e decisões.
  2. Ba comparação com uma “múmia ambulante” se justifica pela perda da vida interior.
  3. Ca mania única aludida no texto é a de estar sempre à procura de tornar-se incoerente.
  4. Da visão negativa do homem na frase é decorrente de sua vontade deformada de ser incoerente em suas ações.
  5. Esegundo o texto, se o homem não conseguir sufocar toda a sua vitalidade, o homem vira uma múmia ambulante.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — a comparação com uma “múmia ambulante” se justifica pela perda da vida interior.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação de trecho de Aldous Huxley

Gabarito: letra B. A comparação com a “múmia ambulante” é justificada pela perda da vida interior, conforme se depreende do trecho: o homem que pretende ser sempre coerente ou é uma múmia (que sufocou toda a vitalidade) ou, se não conseguir sufocar a vitalidade, um monomaníaco fanático. A múmia representa a supressão total da vitalidade, ou seja, a perda da vida interior.

“O homem que pretende ser sempre coerente no seu pensamento e nas suas decisões morais ou é uma múmia ambulante ou, se não conseguir sufocar toda a sua vitalidade, um monomaníaco fanático.”

A estrutura do período é uma alternância (ou… ou) com uma condicional na segunda opção. A leitura atenta mostra que a múmia é o resultado de quem sufoca a vitalidade; a segunda opção (monomaníaco) ocorre justamente quando a vitalidade não é totalmente sufocada.


Alternativa A — ❌ Incorreta

“infere-se do pensamento expresso no trecho que o homem é sempre incoerente em seu pensamento e decisões.”

Erro: generalização indevida. O texto fala especificamente do homem que pretende ser sempre coerente, não afirma que todo homem é incoerente. A inferência é inválida porque o texto não autoriza a generalização para todos os homens.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“a comparação com uma ‘múmia ambulante’ se justifica pela perda da vida interior.”

Correta. O texto associa a múmia à supressão da vitalidade (“se conseguir sufocar toda a sua vitalidade”). Perder a vitalidade equivale a perder a vida interior, tornando-se um cadáver ambulante. A afirmação é uma paráfrase coerente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“a mania única aludida no texto é a de estar sempre à procura de tornar-se incoerente.”

Erro: troca de conceito. O texto chama de “monomaníaco fanático” aquele que não sufoca a vitalidade, mas mantém a pretensão de ser sempre coerente. A mania única é a obsessão pela coerência, não pela incoerência. A alternativa inverte o objeto da mania.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“a visão negativa do homem na frase é decorrente de sua vontade deformada de ser incoerente em suas ações.”

Erro: contradiz o texto. A crítica de Huxley é dirigida a quem pretende ser sempre coerente, não a quem quer ser incoerente. A “vontade deformada” mencionada na alternativa é o oposto do que o texto afirma.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“segundo o texto, se o homem não conseguir sufocar toda a sua vitalidade, o homem vira uma múmia ambulante.”

Erro: contradiz o texto (inversão da condição). O texto diz exatamente o contrário: se não conseguir sufocar a vitalidade, vira monomaníaco; a múmia é o resultado de conseguir sufocar. A alternativa troca os termos da condicional.

PEGA ESSA DICA!

Leia a estrutura de alternância com atenção: “ou é X ou, se não Y, é Z”. O “se não” está ligado à segunda opção, não à primeira.

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