Geração de material de chave no SSL/TLS
Gabarito: letra C. O protocolo SSL/TLS utiliza uma Função Pseudorrandom (PRF) para gerar o material de chave a partir do segredo mestre e de outros valores aleatórios trocados durante o handshake. Esse processo é fundamental para derivar as chaves simétricas, MACs e vetores de inicialização que protegerão a comunicação.
A banca examina o conhecimento sobre como o SSL/TLS deriva o material criptográfico após o estabelecimento do segredo mestre. A PRF combina entradas como segredo mestre, aleatório do cliente e aleatório do servidor para produzir as chaves de forma segura e determinística.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o cliente gera o material sozinho e o servidor apenas aceita. Na verdade, o handshake é mutual: ambos contribuem com números aleatórios e, dependendo do método de troca de chaves, o servidor também participa ativamente (ex.: Diffie-Hellman).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o material de chave é usado uma única vez. O SSL/TLS permite retomada de sessão (session resumption), onde o mesmo segredo mestre pode ser reutilizado para gerar novo material de chave em conexões futuras, otimizando o desempenho.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A PRF é o mecanismo central para derivar o material de chave. Ela combina o segredo mestre com os valores aleatórios do cliente e servidor, além de um rótulo específico, para gerar as chaves de escrita, MAC e IVs de forma segura.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o material de chave não pode ser usado no handshake. O material de chave é gerado justamente para ser usado após o handshake, protegendo os dados da aplicação. O handshake estabelece o segredo mestre; a PRF deriva as chaves operacionais a partir dele.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O SSL/TLS emprega criptografia assimétrica na fase de troca de chaves (ex.: RSA, Diffie-Hellman) para estabelecer o pré-master secret. Apenas a derivação do material de chave via PRF é simétrica.
Gabarito: letra C