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Questão de Economia — Teoria da Determinação da Renda e do Produto — FGV 2026

EconomiaTeoria da Determinação da Renda e do Produto
Código
fg126260
Banca
FGV
Órgão
AL-GO
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Economista
Em uma economia fechada e com preços fixos no curto prazo, o consumo é dado por C = C₀ + c(Y − T) e a tributação líquida por T = T₀ + tY, com 0 < c < 1 e 0 < t < 1.O investimento I é exógeno e constante. O governo anuncia uma política fiscal “mista”: eleva os gastos em ΔG = 100 e, simultaneamente, eleva o componente autônomo de tributos em ΔT₀ = 100; admita c = 0,8 e t = 0,25.Nessas condições, a variação do produto de equilíbrio ΔY será:
  1. A200.
  2. B100.
  3. C50.
  4. D25.
  5. E0.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — 50.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Política Fiscal no Modelo Keynesiano – Multiplicador com Tributação

Gabarito: letra C. A variação do produto de equilíbrio é de 50. Em uma economia fechada com tributação proporcional à renda (T = T₀ + tY), o multiplicador dos gastos do governo é 1/(1 − c + ct) e o multiplicador dos tributos autônomos é −c/(1 − c + ct). Com c=0,8 e t=0,25, o efeito líquido de ΔG=100 e ΔT₀=100 resulta em ΔY = (1−c)/(1−c+ct) × 100 = 50.

A questão testa a aplicação do multiplicador keynesiano na presença de impostos que dependem da renda. O modelo padrão é:

Modelo Keynesiano de determinação da renda:

Y = C + I + G, com C = C₀ + c(Y − T) e T = T₀ + tY. Rearranjando: Y = (C₀ − cT₀ + I + G) / (1 − c + ct).

Os multiplicadores são: para gastos autônomos (G, C₀, I): 1/(1 − c + ct); para tributos autônomos (T₀): −c/(1 − c + ct).

Com c = 0,8 e t = 0,25:

  • Denominador: 1 − 0,8 + 0,8×0,25 = 0,2 + 0,2 = 0,4.

  • Multiplicador de G: 1/0,4 = 2,5.

  • Multiplicador de T₀: −0,8/0,4 = −2.

  • Variação total: ΔY = 2,5×100 + (−2)×100 = 250 − 200 = 50.

Portanto, a resposta correta é 50.

Alternativa A — ❌ Incorreta

  1. Esse valor corresponderia a usar o multiplicador simples sem a tributação proporcional (1/(1−c) = 5) e aplicá-lo apenas ao aumento de gastos (5×100 = 500), ou então somar erroneamente os efeitos. Nenhum cálculo correto chega a 200.

Alternativa B — ❌ Incorreta

  1. Seria o resultado se apenas o multiplicador de gastos fosse aplicado (2,5×100 = 250) e depois subtraído 150? Ou se o efeito dos tributos fosse igual ao dos gastos? O efeito líquido é menor que 100.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

50, conforme demonstrado acima.

Alternativa D — ❌ Incorreta

  1. Poderia surgir de um erro no cálculo do denominador (por exemplo, 1−c+ct = 0,2+0,2 = 0,5? Não, é 0,4) ou de confundir o multiplicador de tributos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

  1. Isso ocorreria se o efeito dos gastos fosse exatamente cancelado pelo efeito dos tributos, o que não acontece porque o multiplicador de tributos é menor em módulo (2 vs 2,5).


Gabarito: letra C.

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