Questão de Economia — Microeconomia — FGV 2026
- Código
- fg126281
- Banca
- FGV
- Órgão
- AL-GO
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Legislativo - Economista
- AV – V – V – V.
- BF – V – V – V.
- CF – F – V – V.
- DF – V – F – V.
- EF – F – F – F.
GabaritoC — F – F – V – V.
Gabarito: letra C — as afirmativas são, respectivamente, F – F – V – V. A demanda perfeitamente inelástica tem elasticidade igual a 0 (não 1), e a perfeitamente elástica tem elasticidade infinita (não 0); as duas afirmativas intermediárias descrevem corretamente as faixas da demanda elástica e inelástica. A classificação decorre do valor absoluto da elasticidade-preço da demanda, conforme a teoria microeconômica padrão.
A elasticidade-preço da demanda mede a variação percentual na quantidade demandada diante de uma variação percentual no preço. Em valor absoluto, ela classifica a demanda em cinco categorias: perfeitamente inelástica (|EPD| = 0), inelástica (0 < |EPD| < 1), unitária (|EPD| = 1), elástica (1 < |EPD| < ∞) e perfeitamente elástica (|EPD| = ∞). A banca explora exatamente a confusão entre os casos extremos: troca o 0 pelo 1 e o ∞ pelo 0. A pegadinha está em inverter os valores-limite, que são os mais fáceis de memorizar errado.
A distinção que importa é entre os extremos e as faixas intermediárias. Nos extremos, a curva de demanda é vertical (perfeitamente inelástica) ou horizontal (perfeitamente elástica). Nas faixas intermediárias, a elasticidade varia continuamente entre 0 e ∞, e o valor 1 marca a fronteira entre inelástica e elástica. O material de apoio resume essa classificação:
Resumo de Elasticidade-preço da demanda:
EPD > 1 → DEMANDA ELÁSTICA EPD = 1 → DEMANDA UNITÁRIA EPD < 1 → DEMANDA INELÁSTICA
E, para os casos extremos, o mesmo material indica:
Repartição do ônus tributário e elasticidade:
Demanda perfeitamente elástica → |EPD| = ∞ Demanda completamente inelástica → |EPD| = 0
Afirma que a demanda perfeitamente inelástica tem elasticidade igual a 1. Errado: a demanda perfeitamente inelástica tem elasticidade zero (|EPD| = 0), pois a quantidade demandada não responde a variações de preço — a curva é vertical. O valor 1 corresponde à demanda de elasticidade unitária, em que a variação percentual da quantidade é exatamente igual à do preço. A banca troca o extremo inferior pelo valor intermediário.
Afirma que a demanda perfeitamente elástica tem elasticidade igual a 0. Errado: a demanda perfeitamente elástica tem elasticidade infinita (|EPD| = ∞), pois qualquer aumento de preço reduz a quantidade demandada a zero — a curva é horizontal. O valor 0 é o da demanda perfeitamente inelástica. Novamente, a banca inverte os extremos.
Correta: a demanda elástica (não perfeitamente) tem elasticidade maior que 1 e menor que infinito (1 < |EPD| < ∞). Nessa faixa, a variação percentual da quantidade é maior que a do preço, e a curva de demanda é relativamente horizontal. O material de apoio confirma: EPD > 1 → demanda elástica.
Correta: a demanda inelástica (não perfeitamente) tem elasticidade maior que 0 e menor que 1 (0 < |EPD| < 1). Nessa faixa, a variação percentual da quantidade é menor que a do preço, e a curva de demanda é relativamente vertical. O material de apoio confirma: EPD < 1 → demanda inelástica.
A banca adora inverter os valores-limite da elasticidade. Aqui, ela trocou o 0 pelo 1 na primeira afirmativa e o ∞ pelo 0 na segunda. Decore os extremos: perfeitamente inelástica = 0 (curva vertical), perfeitamente elástica = ∞ (curva horizontal). Com esse mapa mental, você enxerga a troca de longe 💪
Para fixar, monte a escala completa em valor absoluto: 0 (perfeitamente inelástica) → entre 0 e 1 (inelástica) → 1 (unitária) → entre 1 e ∞ (elástica) → ∞ (perfeitamente elástica). Na prova, quando a afirmativa trouxer um número-limite, confira se ele bate com o extremo ou com a faixa — é o que decide a questão.
Gabarito: letra C — sequência F – F – V – V.
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