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Questão de Auditoria Governamental — Processo de Auditoria — FGV 2026

Auditoria GovernamentalProcesso de Auditoria
Código
fg128229
Banca
FGV
Órgão
ALERJ
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Especialista Legislativo - Nível IV - Controle Interno e Auditoria
O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou um Relatório de Levantamento (Acórdão nº 1751/2025) com o objetivo de avaliar o uso do Índice Multidimensional de Pobreza (IMP) como ferramenta para identificar fragilidades em políticas públicas.Considerando as normas técnicas aplicáveis ao processo de auditoria no setor público, as especificidades dos instrumentos de fiscalização e o conteúdo do referido processo, quanto ao desenvolvimento do plano de auditoria e à execução dos trabalhos, assinale a afirmativa correta.
  1. AA realização de levantamento, como instrumento de fiscalização, prescinde de uma análise de riscos detalhada, como a SWOT ou a Matriz de Riscos (DVR), uma vez que seu objetivo é meramente descritivo e não visa à produção de propostas de fiscalizações futuras.
  2. BNo desenvolvimento do Plano de Auditoria para fiscalizações, a escolha das dimensões de um "IMP de controle externo" deve priorizar a abordagem participativa, consultando diretamente a população-alvo, visando garantir a legitimidade democrática do índice, apesar do alto custo operacional.
  3. CAo executar o levantamento, a equipe técnica identificou que a construção de um IMP de controle externo, na ausência de um índice oficial do governo, deve seguir uma abordagem consensual, o que confere legitimidade e economia processual ao planejamento das fiscalizações.
  4. DDe acordo com as normas de execução de auditoria, a identificação de “resistência institucional histórica” em órgãos como o Ipea e o MDS deve ser tratada como uma observação irrelevante para o planejamento de auditorias operacionais, pois o foco do controle externo deve ser financeiro e orçamentário.
  5. EA autorização para a inclusão de propostas de fiscalização nos futuros planos de auditorias obriga a execução imediata das ações fiscalizatórias em todos os municípios identificados com privações e situação de vulnerabilidades, independentemente de critérios de conveniência e oportunidade.
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GabaritoC — Ao executar o levantamento, a equipe técnica identificou que a construção de um IMP de controle externo, na ausência de um índice oficial do governo, deve seguir uma abordagem consensual, o que confere legitimidade e economia processual ao planejamento das fiscalizações.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Instrumentos de Fiscalização do TCU – Levantamento e Plano de Auditoria

Gabarito: alternativa C. A afirmativa está correta porque, na ausência de um índice oficial do governo, a construção de um índice multidimensional de pobreza (IMP) para controle externo deve seguir uma abordagem consensual, conferindo legitimidade e economia processual ao planejamento das fiscalizações. Esse entendimento alinha-se aos princípios de boa governança, como legitimidade e transparência, e à prática de construção participativa de indicadores no âmbito do controle externo.

1Natureza
Instrumento de fiscalização
Não é meramente descritivo
2Planejamento
Análise de riscos (ISSAI 3000)
Risco = efeito da incerteza
Identificar áreas críticas
3Construção de indicador (IMP)
Ausência de índice oficial
Abordagem consensual
Legitimidade
Economia processual
Levantamento (TCU)
LEVELsoulevel.com.br
Levantamento (TCU): Natureza (Instrumento de fiscalização, Não é meramente descritivo); Planejamento (Análise de riscos (ISSAI 3000), Risco = efeito da incerteza, Identificar áreas críticas); Construção de indicador (IMP) (Ausência de índice oficial, Abordagem consensual, Legitimidade, Economia processual)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o levantamento prescinde de análise de riscos por ser meramente descritivo. Na verdade, mesmo o levantamento requer avaliação de riscos para identificar áreas críticas e subsidiar futuras fiscalizações. As normas de auditoria (como ISSAI 3000) e o referencial de governança pública destacam a importância da gestão de riscos, conforme mencionado no material de apoio: "Risco é o efeito da incerteza sobre os objetivos da organização" e a necessidade de "avaliar e tratar riscos" durante o planejamento. Portanto, a análise de riscos é essencial, não dispensável.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A escolha das dimensões de um IMP no plano de auditoria deve priorizar critérios técnicos, como relevância, materialidade e risco, e não necessariamente uma consulta direta à população-alvo, que seria custosa e nem sempre viável. A abordagem participativa é um ideal de legitimidade, mas não é um requisito prioritário no desenvolvimento do plano de auditoria, que se baseia em julgamento profissional e nos objetivos da fiscalização.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A construção de um IMP de controle externo, quando não há índice oficial do governo, deve adotar uma abordagem consensual entre as partes interessadas (técnicos do tribunal, órgãos auditados, especialistas). Esse consenso confere legitimidade ao índice e reduz o risco de questionamentos, promovendo economia processual (eficiência) no planejamento das fiscalizações. Os princípios de governança, como legitimidade ("ampliar o controle para além da legalidade") e transparência, respaldam essa prática.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A resistência institucional histórica em órgãos auditados é um fator relevante para o planejamento de auditorias operacionais, pois pode indicar riscos de cooperação, acesso a dados ou implementação de recomendações. Ignorá-la compromete a efetividade do controle. Além disso, o controle externo não se limita ao aspecto financeiro e orçamentário; abrange também a avaliação de desempenho (operacional), conforme previsto nas normas de auditoria do TCU.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A inclusão de propostas de fiscalização em planos de auditoria não obriga a execução imediata em todos os municípios vulneráveis. A realização de ações fiscalizatórias depende de critérios de conveniência e oportunidade, como a capacidade operacional do tribunal, a materialidade dos riscos e o planejamento estratégico. A execução automática e indiscriminada seria inviável e contrária ao princípio da eficiência.

Gabarito: letra C.

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