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Questão de Medicina — Endocrinologia — FGV 2026

MedicinaEndocrinologia
Código
fg128307
Banca
FGV
Órgão
ALERJ
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Especialista Legislativo - Nível IV - Medicina
Paciente de 40 anos, apresenta quadro de fadiga, ganho de peso corporal, perda de cabelo, HAS diastólica, fraqueza muscular e sonolência.Considerando as principais causas endócrinas e não endócrinas de HAS secundária, assinale a opção que apresenta os exames que indicariam o diagnóstico etiológico para o caso.
  1. ACálculo da TFGe (a partir da medida da creatinina sérica), ultrassom renal, pesquisa de albuminúria e proteinúria.
  2. BDeterminações de aldosterona e concentração de renina plasmática ou atividade plasmática de renina.
  3. CCálcio total ou ionizável, fósforo, PTH, calciúria de 24 horas e dosagem de vitamina D.
  4. DDosagem de IGF-1, nível sérico de GH, teste de supressão do HGH pós sobrecarga oral de glicose.
  5. ETSH e T4 livre.
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GabaritoE — TSH e T4 livre.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hipertensão arterial secundária: diagnóstico etiológico

Gabarito: letra E. O quadro clínico — fadiga, ganho de peso, perda de cabelo, HAS diastólica, fraqueza muscular e sonolência — é altamente sugestivo de hipotireoidismo, uma causa endócrina de hipertensão secundária. O diagnóstico é confirmado pela dosagem de TSH e T4 livre (Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial). As demais alternativas investigam outras causas de HAS secundária, mas não se correlacionam com a apresentação clínica descrita.

A hipertensão arterial secundária (HAS) é aquela decorrente de uma causa identificável e potencialmente tratável, correspondendo a cerca de 5 a 10% dos casos. A investigação é guiada pelos achados clínicos: cada padrão de sintomas e sinais aponta para uma suspeita diagnóstica específica, e os exames complementares são selecionados para confirmar ou excluir essa suspeita. No caso apresentado, a paciente tem 40 anos e apresenta um conjunto de manifestações que não se encaixa nas causas mais comuns de HAS secundária, como doença renal parenquimatosa, estenose de artéria renal, hiperaldosteronismo primário ou feocromocitoma.

O hipotireoidismo é uma causa endócrina de HAS que se manifesta com fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio, pele seca, queda de cabelo, fraqueza muscular, sonolência, constipação e, frequentemente, hipertensão diastólica. O mecanismo da hipertensão no hipotireoidismo envolve aumento da resistência vascular periférica, redução do débito cardíaco e alterações na função endotelial. O diagnóstico é feito pela dosagem de TSH, que estará elevado, e de T4 livre, que estará reduzido no hipotireoidismo primário — a forma mais comum.

A banca explora a associação entre os sintomas e a causa correta. O candidato que não reconhece o padrão clínico do hipotireoidismo pode se perder entre as alternativas, que investigam outras causas endócrinas e não endócrinas de HAS secundária. A chave é correlacionar cada conjunto de exames com a suspeita clínica correspondente, conforme o quadro de causas de HAS secundária das diretrizes.

1Doença renal parenquimatosa
Edema, anemia, creatinina elevada
Exames: TFGe, US renal, albuminúria
2Hiperaldosteronismo primário
HAS resistente, hipopotassemia
Exames: aldosterona e renina
3Hiperparatireoidismo
Nefrolitíase, dor óssea
Exames: cálcio, PTH, vitamina D
4Acromegalia
Crescimento acral, sudorese
Exames: IGF-1, GH, teste de supressão
5Hipotireoidismo (caso)
Fadiga, ganho de peso, perda de cabelo
HAS diastólica, sonolência
Exames: TSH e T4 livre
HAS secundária: investigação guiada pela clínica
LEVELsoulevel.com.br
HAS secundária: investigação guiada pela clínica: Doença renal parenquimatosa (Edema, anemia, creatinina elevada, Exames: TFGe, US renal, albuminúria); Hiperaldosteronismo primário (HAS resistente, hipopotassemia, Exames: aldosterona e renina); Hiperparatireoidismo (Nefrolitíase, dor óssea, Exames: cálcio, PTH, vitamina D); Acromegalia (Crescimento acral, sudorese, Exames: IGF-1, GH, teste de supressão); Hipotireoidismo (caso) (Fadiga, ganho de peso, perda de cabelo, HAS diastólica, sonolência, Exames: TSH e T4 livre)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Investiga doença renal parenquimatosa, que se manifesta com edema, anemia, anorexia, fadiga, creatinina e ureia elevadas e alterações do sedimento urinário. Embora a fadiga esteja presente, o ganho de peso, a perda de cabelo, a fraqueza muscular e a sonolência não são características dessa condição. Os exames citados (TFGe, US renal, albuminúria e proteinúria) são o rastreamento correto para doença renal parenquimatosa, mas não se aplicam ao quadro clínico apresentado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Investiga hiperaldosteronismo primário, que se manifesta com hipertensão resistente ou refratária, frequentemente associada a hipopotassemia (não obrigatória) e nódulo adrenal. O quadro clínico descrito — fadiga, ganho de peso, perda de cabelo, fraqueza muscular e sonolência — não é compatível com essa suspeita. A dosagem de aldosterona e renina plasmática é o rastreamento correto para hiperaldosteronismo primário, mas não se aplica ao caso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Investiga hiperparatireoidismo e distúrbios do metabolismo do cálcio, que se manifestam com nefrolitíase, dor óssea, fraqueza muscular e alterações gastrointestinais. Embora a fraqueza muscular possa estar presente, o ganho de peso, a perda de cabelo, a HAS diastólica e a sonolência não são características dessa condição. A dosagem de cálcio, fósforo, PTH, calciúria e vitamina D é o rastreamento correto para hiperparatireoidismo, mas não se aplica ao caso.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Investiga acromegalia, que se manifesta com crescimento acral, alterações faciais, sudorese, cefaleia e HAS. O quadro clínico descrito — fadiga, ganho de peso, perda de cabelo, fraqueza muscular e sonolência — não é compatível com essa suspeita. A dosagem de IGF-1, GH e o teste de supressão do GH pós sobrecarga oral de glicose são o rastreamento correto para acromegalia, mas não se aplicam ao caso.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O quadro clínico — fadiga, ganho de peso, perda de cabelo, HAS diastólica, fraqueza muscular e sonolência — é a apresentação clássica do hipotireoidismo. A dosagem de TSH e T4 livre é o exame de rastreamento e diagnóstico dessa condição. No hipotireoidismo primário, o TSH está elevado e o T4 livre está reduzido. A HAS no hipotireoidismo é mediada pelo aumento da resistência vascular periférica, e o tratamento da disfunção tireoidiana pode melhorar o controle pressórico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o hipotireoidismo por outras causas de HAS secundária, explorando a associação automática entre HAS e causas mais comuns, como doença renal ou hiperaldosteronismo. O candidato que não reconhece o padrão clínico do hipotireoidismo — ganho de peso, perda de cabelo, sonolência — pode se perder. A chave é correlacionar cada conjunto de exames com a suspeita clínica correspondente.

Gabarito: letra E

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