Questão de Física — Física Térmica - Termologia — FGV 2026
- Código
- fg129111
- Banca
- FGV
- Órgão
- AMAZUL
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Engenheiro Nuclear
- A50 ℃.
- B75 ℃.
- C125 ℃.
- D150 ℃.
- E175 ℃.
GabaritoB — 75 ℃.
Gabarito: letra B — 75 °C. A potência de 4000 kW é a taxa com que o calor é transferido à água; igualando essa potência ao produto da vazão mássica pelo calor específico pela variação de temperatura, obtém-se ΔT = 50 °C, que somado aos 25 °C iniciais resulta em 75 °C na saída. A relação usada é a equação fundamental da calorimetria para calor sensível, , aplicada na forma de potência.
A questão trabalha com o conceito de potência térmica, que é a quantidade de calor transferida por unidade de tempo. No regime permanente, todo o calor gerado pelo reator (4000 kW) é absorvido pela água que escoa, sem acúmulo de energia no sistema. Isso permite escrever a potência como o produto da vazão mássica () pelo calor específico () pela variação de temperatura ():
Essa expressão deriva diretamente da equação do calor sensível, , dividida pelo intervalo de tempo — a massa vira vazão mássica e o calor vira potência . É a mesma física de um aquecedor de água ou de um radiador de carro: a potência dissipada é convertida em aumento de temperatura do fluido que passa.
Substituindo os valores fornecidos:
Potência:
Vazão mássica:
Calor específico da água:
A água entra a 25 °C e sofre uma elevação de 50 °C, portanto sai a:
A pegadinha clássica desta questão é o candidato esquecer de somar a temperatura inicial — muitos calculam corretamente o ΔT de 50 °C e marcam a alternativa A (50 °C), que é apenas a variação, não a temperatura final. Outra armadilha é errar a conversão de kW para W: 4000 kW são 4 milhões de watts, não 4000 W. A banca também poderia ter trocado as unidades de calor específico (J/kg·°C por cal/g·°C), o que exigiria conversão — aqui, felizmente, tudo já está no Sistema Internacional.
Guarde a estrutura: potência = vazão × calor específico × ΔT. É essa equação que separa as alternativas — quem a domina resolve em duas linhas; quem decora fórmulas soltas tropeça na conversão de unidades ou no esquecimento da temperatura inicial.
Apresenta 50 °C, que é exatamente o valor da variação de temperatura (), não a temperatura de saída. O candidato que calcula a variação e esquece de somar a temperatura de entrada (25 °C) cai nessa armadilha. A temperatura final é .
É o resultado correto do cálculo completo: somado à temperatura inicial de 25 °C resulta em 75 °C. A alternativa espelha exatamente a aplicação da equação com a conversão correta de kW para W.
125 °C corresponderia a um ΔT de 100 °C, o dobro do valor correto. Esse número surge se o candidato usar a potência como 8000 kW (dobro da real) ou se dividir a vazão pela metade (10 kg/s em vez de 20 kg/s) — erros de leitura ou de substituição dos dados.
150 °C corresponderia a um ΔT de 125 °C. Esse valor não tem relação direta com nenhuma operação simples dos dados fornecidos; provavelmente resulta de uma combinação equivocada de potência e vazão, como usar 4000 kW com vazão de 8 kg/s (que daria ΔT = 125 °C).
175 °C corresponderia a um ΔT de 150 °C. Assim como a alternativa D, não decorre de nenhuma manipulação correta dos dados — seria o resultado de usar uma vazão ainda menor (aproximadamente 6,67 kg/s) ou uma potência maior que a fornecida. É um distrator numérico sem correspondência com os valores do enunciado.
Em questões de potência térmica com escoamento, monte a equação e isole a incógnita antes de substituir. Confira sempre: (1) a conversão de kW para W (multiplique por 1000); (2) se o resultado é a variação ou a temperatura final — some a inicial quando o enunciado pedir a saída. Esses dois passos eliminam a maioria dos erros.
Gabarito: letra B
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