Questão de Física — Dinâmica — FGV 2026
- Código
- fg129421
- Banca
- FGV
- Órgão
- AMAZUL
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Físico
- A7,3ꞏ10⁷m/s
- B2,1ꞏ10⁷ m/s
- C9,5ꞏ10⁶ m/s
- D6,7ꞏ10⁶ m/s
- E4,9ꞏ10⁷ m/s
GabaritoD — 6,7ꞏ10⁶ m/s
Gabarito: letra D. Na colisão perfeitamente inelástica, os corpos se unem e passam a se mover juntos; a quantidade de movimento total do sistema se conserva (não há força externa relevante atuando), então a velocidade do conjunto formado é dada por . Substituindo , e , obtém-se , que corresponde à alternativa D.
A quantidade de movimento (ou momento linear) de um corpo é o produto de sua massa pela sua velocidade: . Em um sistema isolado — ou seja, quando a resultante das forças externas é nula — a quantidade de movimento total se conserva. Isso significa que a soma vetorial das quantidades de movimento de todos os corpos antes da interação é igual à soma após a interação. Essa é uma das leis mais fundamentais da mecânica e independe do tipo de colisão: vale tanto para colisões elásticas quanto para inelásticas.
Numa colisão perfeitamente inelástica, os corpos se unem e passam a se mover com a mesma velocidade. O exemplo clássico é o pêndulo balístico, em que uma bala se aloja em um bloco e o conjunto sobe. Aqui, o nêutron é absorvido pelo núcleo de deutério, formando um núcleo de trítio — exatamente o mesmo tipo de situação. Como o deutério está em repouso, sua quantidade de movimento inicial é zero; toda a quantidade de movimento do sistema está no nêutron.
Aplicando a conservação da quantidade de movimento:
Como , a massa total após a colisão é . Substituindo:
O resultado é aproximadamente , que é a alternativa D.
A pegadinha clássica dessa questão é esquecer que a massa do núcleo resultante é a soma das massas do nêutron e do deutério. Se o aluno usar apenas a massa do deutério no denominador, obtém (que não aparece nas alternativas). Se usar a massa do nêutron sozinha, obtém (alternativa B), que é a velocidade inicial do nêutron — um distrator que confunde quem não aplica a conservação corretamente. Outro erro comum é tentar usar a conservação da energia cinética, que não se aplica a colisões inelásticas: parte da energia é dissipada na deformação ou na excitação interna dos núcleos.
A banca explora a confusão entre conservação da quantidade de movimento e conservação da energia cinética. Em colisões perfeitamente inelásticas, a energia cinética não se conserva — ela diminui, pois parte é transformada em calor, som ou deformação. A quantidade de movimento, porém, sempre se conserva em sistemas isolados. Outra armadilha é usar a massa errada no denominador: lembre-se de que, após a colisão, a massa é a soma das massas dos corpos que se unem.
O valor é maior que a velocidade inicial do nêutron (). Isso violaria a conservação da quantidade de movimento: a massa do conjunto é maior que a massa do nêutron, então a velocidade final deve ser menor que a inicial. Esse número não corresponde a nenhum cálculo simples com os dados fornecidos.
é praticamente a velocidade inicial do nêutron. Esse valor seria obtido se o aluno ignorasse a massa do deutério e considerasse apenas a massa do nêutron no denominador — um erro conceitual grave, pois o núcleo de deutério também participa do movimento final.
é um valor intermediário, mas não corresponde ao resultado correto. Ele poderia surgir de um erro de cálculo, como usar (em vez de ) no denominador, o que daria , ou de uma divisão incorreta de por um fator errado.
Aplicando corretamente a conservação da quantidade de movimento com , obtém-se , que é exatamente o valor da alternativa. A massa total após a colisão é , e a velocidade final é um terço da velocidade inicial do nêutron.
é um valor maior que a velocidade inicial, o que é fisicamente impossível em uma colisão inelástica com um corpo em repouso. Esse número não tem relação com os dados do problema e provavelmente foi incluído apenas como distrator.
Gabarito: letra D
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