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Questão de Meteorologia — Climatologia — FGV 2026

MeteorologiaClimatologia
Código
fg129435
Banca
FGV
Órgão
AMAZUL
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Meteorologista
Um meteorologista visionário, vinculado ao setor de pesquisa de um complexo industrial, reflete sobre um cenário climático crítico, no qual a temperatura média global ultrapassa permanentemente 2,0 °C acima dos níveis pré-industriais, limiar associado à transgressão de tipping points. Neste cenário projeta-se mudanças significativas nos padrões da Circulação Geral da Atmosfera (CGA), aumento na frequência e persistência de ondas de calor urbanas, intensificação de eventos atmosféricos extremos (ciclones, tempestades severas, tornados), dentre outros. A Camada Limite Urbana (CLU), especificamente, tornar-se-ia mais instável durante o dia (maior turbulência), e as inversões térmicas noturnas tornarse-iam mais intensas e duradouras, agravando a retenção de poluentes. Paralelamente, discutem-se a substituição de termelétricas fósseis por matrizes nucleares, eólicas e solares para descarbonização.Considerando as teleconexões entre os fenômenos de grandes escalas, a dinâmica da Camada Limite Atmosférica (CLA), o transporte de poluentes (convencionais e radiológicos) e a cascata de energia turbulenta de Kolmogorov, que rege a transferência da energia dos grandes aos pequenos turbilhões (eddies) e a consequente dispersão de substâncias na atmosfera, a avaliação mais adequada para o cenário de presságio do meteorologista é de que
  1. Ao aumento da turbulência diurna na CLA é a consequência dominante e suficiente para garantir uma melhor dispersão de poluentes de usinas nucleares e convencionais, tornando a opção nuclear intrinsecamente mais segura sob qualquer condição climática futura.
  2. Ba intensificação das inversões térmicas noturnas, um efeito das mudanças na dinâmica da Camada Limite Atmosférica influenciadas pela cascata de energia, potencializa o risco de acúmulo severo de poluentes convencionais e material radiológico no nível do solo durante acidentes, o que mitiga a vantagem da energia nuclear.
  3. Ca mudança da fonte de energia para nuclear é irrelevante, pois a alteração na CLA e a nova cascata de energia anularão os efeitos da poluição local, garantindo que a pluma de contaminação seja sempre transportada para regiões remotas e oceânicas.
  4. Da maior instabilidade diurna da CLA causada pelo aquecimento facilita a ocorrência de "chuvas ácidas" radioativas, o que inviabiliza o uso da energia solar e eólica, que dependem de um clima estável para sua eficiência.
  5. Ea ultrapassagem dos "pontos de inflexão" garante um clima global mais homogêneo e estável, o que melhora a previsibilidade do transporte de poluentes e favorece a construção de grandes centrais nucleares em regiões costeiras, onde a ventilação é constante.
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GabaritoB — a intensificação das inversões térmicas noturnas, um efeito das mudanças na dinâmica da Camada Limite Atmosférica influenciadas pela cascata de energia, potencializa o risco de acúmulo severo de poluentes convencionais e material radiológico no nível do solo durante acidentes, o que mitiga a vantagem da energia nuclear.

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