Questão de Segurança e Saúde no Trabalho — Toxicologia — FGV 2026
- Código
- fg129475
- Banca
- FGV
- Órgão
- AMAZUL
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico do Trabalho
- Aarsênio
- Bcobalto
- Ccobre
- Dmanganês
- Ezinco
GabaritoA — arsênio
Gabarito: letra A. A ceratose palmar e plantar de origem ocupacional é classicamente associada à exposição crônica ao arsênio, sendo uma manifestação cutânea característica do hidroarsenicismo crônico. As demais substâncias listadas não apresentam essa relação específica com a ceratose simétrica em palmas e plantas.
O arsênio é a principal substância relacionada ao desenvolvimento de ceratose palmar e plantar ocupacional. A exposição prolongada ao arsênio inorgânico, comum em atividades como mineração, fundição e uso de pesticidas, leva à hiperqueratose nas palmas e plantas, além de outras lesões cutâneas.
O cobalto está mais associado a dermatites alérgicas e fibrose pulmonar (doença dos metais duros), mas não é causa reconhecida de ceratose palmar e plantar.
O cobre, embora cause toxicidade sistêmica (doença de Wilson), não provoca ceratose palmar e plantar. Sua exposição ocupacional está mais ligada a irritação respiratória e ocular.
O manganês é neurotóxico, levando a sintomas parkinsonianos (manganismo), mas não está associado a ceratose palmar e plantar.
O zinco, quando deficiente, causa acrodermatite enteropática, mas a exposição excessiva ao zinco não produz ceratose palmar e plantar. A relação ocupacional do zinco é mais com febre dos fumos metálicos.
Gabarito: letra A
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